EM ITATINGA

Polícia identifica suspeito de atropelar e arrastar cão; VÍDEO

Por | da Redação
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Polícia Civil/Divulgação
Branquinho era bastante querido pela população e a morte dele gerou revolta na cidade, com pedidos de Justiça
Branquinho era bastante querido pela população e a morte dele gerou revolta na cidade, com pedidos de Justiça

Itatinga - A Polícia Civil de Itatinga (120 quilômetros de Bauru) concluiu, nesta quarta-feira (25), a investigação de um dos casos mais revoltantes de crueldade animal já registrados na cidade - o atropelamento e morte do cão Branquinho, conhecido e querido por moradores da região.

O crime ocorreu na madrugada do último dia 14 de março, na rua Luiz Fornazari, em frente a uma adega movimentada. Testemunhas assistiram, estarrecidas, ao momento em que o motorista de um Toyota Corolla prata atropelou o animal.

Mesmo alertado por pessoas que estavam no local, ele ignorou os gritos, acelerou e arrastou Branquinho por cerca de cinco quarteirões. O cachorro foi deixado para trás, gravemente ferido, agonizando no asfalto, sem qualquer chance de socorro.

O motorista fugiu, mas investigações conduzidas pela Delegacia de Itatinga, que contaram com a análise de imagens de câmeras de segurança e informações divulgadas em redes sociais, levaram à identificação do suspeito, de 43 anos.

"A mobilização popular foi decisiva para identificar o responsável por tamanha violência", diz a Polícia Civil, em nota. "Como se a crueldade não bastasse, durante as investigações, o suspeito passou a ameaçar uma testemunha-chave".

Segundo a corporação, em relação à tentativa de intimidação, foi registrado um BO por ameaça. "Diante das provas reunidas — incluindo imagens e depoimentos — o investigado foi chamado à Delegacia de Polícia de Itatinga", revela.

"Em seu depoimento, negou o crime, mesmo confrontado com evidências contundentes". Ele responderá pelo crime de praticar ato de abuso a animais, além da prática de direção perigosa, em velocidade incompatível com a via.

"A Polícia Civil ressaltou que a participação da população foi essencial para dar voz à justiça. Branquinho, um animal dócil e indefeso, teve sua vida interrompida de forma cruel e covarde, sem qualquer assistência", declarou na nota.

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