A vitória do São José por 1 a 0 sobre o Juventus SAF, na noite de quarta-feira (18), pela Série A-2 do Campeonato Paulista, terminou marcada por uma confusão generalizada nos minutos finais e após o apito final. O tumulto ocorreu logo depois da anulação do segundo gol da equipe da casa, com auxílio do VAR, e ganhou grande repercussão nas redes sociais.
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Segundo a súmula do árbitro Marcio Mattos dos Santos, a confusão começou aos 55 minutos do segundo tempo, quando o Juventus tentava cobrar rapidamente uma falta no último lance da partida. De acordo com o registro, um gandula teria retardado a reposição da bola, o que gerou revolta por parte dos jogadores visitantes e deu início a um princípio de empurra-empurra entre atletas e membros das comissões técnicas.
Ainda conforme a arbitragem, outro gandula chegou a arremessar a bola em direção à arquibancada, ampliando o clima de tensão à beira do gramado. Durante a confusão, o maqueiro Romualdo Correia da Luz teria desferido socos contra o atacante Paulinho, do Juventus, provocando reação imediata do goleiro reserva Gabriel, que também partiu para agressão. Ambos acabaram expulsos, assim como outros envolvidos no tumulto.
Em nota oficial divulgada no final da tarde desta quinta (19), o São José contestou parte das informações e apresentou sua versão dos fatos. O clube afirmou que não houve qualquer irregularidade na atuação dos gandulas e destacou que não há registro, na súmula, de atraso na reposição de bolas. Segundo a equipe, o tumulto começou quando atletas reservas do Juventus avançaram de forma agressiva contra um gandula, tentando retirar a bola de suas mãos sem autorização da arbitragem e com outra bola já disponível em campo.
A respeito das agressões, o São José alegou que o maqueiro Romualdo Correia foi, na verdade, vítima, afirmando que ele teria sido atingido com socos na cabeça por um jogador adversário e por um membro da comissão técnica do Juventus — ambos expulsos. O clube também ressaltou que havia policiamento e equipe de segurança privada atuando no estádio para conter os ânimos, inclusive em outro foco de confusão próximo à área do VAR.
O São José ainda destacou que cumpriu todas as obrigações relacionadas à segurança da partida e negou qualquer tipo de omissão por parte de sua diretoria. Segundo a nota, atletas e membros da comissão técnica da equipe da casa atuaram para conter os conflitos e evitar que a situação se agravasse.
Com a vitória de quinta, o São José chegou aos seis pontos, assumindo a liderança isolada do Grupo 3 na fase decisiva da Série A-2. Após o apito final, torcedores presentes no estádio comemoraram a vitória e chegaram a aplaudir a atuação de um dos gandulas.
O clube volta a campo na próxima quarta-feira (25), quando enfrenta a Ferroviária no estádio Martins Pereira. Uma nova vitória pode deixar a equipe em situação confortável na briga por uma vaga nas semifinais.
Nota completa
"O São José EC vem a público esclarecer os fatos ocorridos na partida realizada na data de ontem, 18 de março de 2026.
Inicialmente, cumpre destacar que os gandulas atuaram de forma regular durante toda a partida, inexistindo qualquer apontamento na súmula acerca de retardamento na reposição de bolas. Tal alegação não encontra respaldo nos registros oficiais da arbitragem.
No que se refere à confusão ao final da partida, é necessário restabelecer a verdade dos fatos. Na realidade, o tumulto teve início quando dois atletas reservas do Juventus SAF avançaram de forma agressiva contra um dos gandulas, tentando retirar a bola de suas mãos, mesmo sem autorização para reinício da partida e com outra bola já em campo. Ou seja, não havia qualquer justificativa esportiva para tal atitude.
Quanto à grave acusação envolvendo o maqueiro, Sr. Romualdo Correia, é imprescindível esclarecer que o mesmo foi vítima de agressões físicas, tendo recebido socos na região da cabeça, desferidos pelo goleiro do Juventus SAF, bem como por um dos membros da comissão técnica do time. Ambos devidamente expulsos em razão das agressões praticadas.
Além disso, as imagens do ocorrido demonstram, de forma inequívoca, que havia presença de policiais em campo, assim como de equipe de segurança privada, que atuavam ativamente para conter os ânimos, inclusive em outro foco de tumulto iniciado por integrantes do Juventus SAF nas proximidades dos equipamentos do VAR.
O São José EC cumpriu integralmente todas as suas obrigações relativas à segurança da partida, não havendo que se falar em omissão por parte de sua diretoria. Cabe mencionar que o staff do clube estava acompanhando e dando suporte para que a operação transcorresse dentro da normalidade.
Os atletas e membros da comissão técnica do São José EC atuaram de maneira ativa para conter os conflitos e evitar o agravamento da situação, inclusive diante da natural reação da torcida frente às agressões praticadas por alguns membros da equipe adversária.
O São José EC reitera seu compromisso com o respeito às normas desportivas e ao espírito esportivo que deve nortear o futebol. Eventuais condutas individuais irregulares, caso identificadas, não representam a instituição e devem ser apuradas pelos órgãos competentes, nos termos da legislação desportiva.
Por fim, o São José EC manifesta seu repúdio às agressões praticadas por membros do Juventus SAF, confiando que os fatos serão devidamente analisados pelas autoridades competentes".