A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou duas mortes por febre maculosa registradas em 2025 e que ainda estavam sob investigação. Com a atualização, o município soma seis casos no ano passado, todos com evolução para óbito, o que reforça o alerta sobre a gravidade da doença.
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As vítimas mais recentes são uma mulher, de 63 anos, moradora da região do CS Santa Bárbara, e um homem, de 46 anos, da área do CS Nova América. No primeiro caso, o provável local de infecção foi o ambiente domiciliar, em área já classificada como de risco. No segundo, não foi possível identificar onde ocorreu a contaminação.
Diante do cenário, a Secretaria intensifica as ações de orientação e destaca que o tempo para iniciar o tratamento é decisivo. A febre maculosa tem cura, mas pode evoluir rapidamente para quadros graves quando o atendimento é tardio.
“Quem esteve em locais sujeitos à presença do carrapato-estrela, como áreas com vegetação, especialmente próximas a cursos d’água e com presença de capivaras ou cavalos, deve ficar atento ao surgimento de febre e outros sintomas”, explicou a bióloga Heloísa Malavasi.
Segundo ela, ao apresentar sinais como febre, dor de cabeça e dores no corpo, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde e informar possível exposição ao carrapato, mesmo que o inseto não tenha sido visto.
A doença, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado. O período de incubação varia de dois a 14 dias.
A orientação das autoridades é clara: evitar contato com vegetação em áreas próximas a rios e lagos, usar roupas que cubram o corpo e procurar atendimento médico ao primeiro sintoma.