Bolsonaro apresenta melhora, mas segue sem previsão de alta
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação das funções renais e melhora dos marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo hospital DF Star, em Brasília.
De acordo com o documento, assinado pela equipe médica que atende o ex-presidente, Bolsonaro segue com suporte clínico intensivo e não há previsão de alta. A melhora no quadro de saúde é sinal de resposta favorável aos antibióticos, segundo os médicos.
Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), com quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Além da administração de medicação, o político está fazendo fisioterapia motora e respiratória.
Após a divulgação do boletim médico, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) relatou em postagem que o político foi transferido para a unidade semi-intensiva, mas o DF Star ainda não confirmou a afirmação.
A equipe médica que acompanha Bolsonaro na Papudinha elaborou laudo na quinta-feira (12), véspera da internação, afirmando que o ex-presidente estava em estado regular de saúde. O relatório aponta, no entanto, que ele teve uma crise de soluços durante a noite.
Às 6h45 da sexta, Bolsonaro acionou a equipe média e relatou náuseas e tremores durante a madrugada. A equipe então decidiu pela transferência imediata para o DF Star. O ex-presidente chegou ao hospital com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e a exames laboratoriais.
Ali, foi constatado o quadro de broncopneumonia. No sábado, boletim médico assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Fagundes Jr. e Allisson Borges constatou piora das funções renais e dos marcadores inflamatórios.
O quadro de saúde de Bolsonaro é uma decorrência do atentado à faca que ele sofreu durante a campanha eleitoral de 2018.
O episódio mais recente de internação deve colocar pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Cabe a ele responder aos pedidos de prisão domiciliar protocolados pela defesa de Bolsonaro.
"Os médicos me reafirmaram que, se tivesse demorado uma ou duas horas, [Bolsonaro] poderia ter avançado para um quadro de infecção generalizada", disse Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência. "[Isso] reforça a importância de ele estar com um acompanhamento permanente, seja de familiares, seja de profissionais de saúde, 24 horas por dia."
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. Depois de passar pela Superintendência da Polícia Federal em Brasília, ele atualmente está encarcerado no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha.