Esquema cobrava até R$ 33 mi para travar investigações
Uma operação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e da PF (Polícia Federal) contra um suposto esquema de corrupção na Polícia Civil paulista cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e outros 11 mandados de prisão na manhã desta quinta-feira (5).
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Batizada de operação Baazar, a ação tem por objetivo, segundo o MP-SP, desarticular "um amplo e estruturado esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais".
Procurada na manhã desta quinta-feira (5), a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo não se pronunciou até a publicação deste texto.
As investigações, segundo o Ministério Público, apontaram para a participação de doleiros, operadores financeiros e indivíduos "com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais".
Ainda de acordo com o órgão, a organização fazia pagamentos sistemáticos de propina a agentes públicos para garantir a manutenção das práticas criminosas e, mais do que isso, adotava "estratégias de fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais".
Parte dos mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades policiais. A decisão que autorizou a operação também determinou o cumprimento de medidas cautelares por parte dos investigados.
Entre os alvos, segundo o MP-SP, estão integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.
A par das investigações, a Corregedoria da Polícia Civil, por sua vez, decidiu promover correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas para assegurar a responsabilização dos envolvidos e apurar eventuais outros ilícitos ocorridos nas repartições.