CASO MARIELLE

STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/DCM
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o crime teria sido motivado por divergências políticas e interesses ligados à atuação de milícias.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o crime teria sido motivado por divergências políticas e interesses ligados à atuação de milícias.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou nesta quarta-feira (25), por unanimidade, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime cometido em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Leia mais: STF julga acusados de mandar matar Marielle e Anderson

Votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Os dois foram responsabilizados por duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada, além de multa.

Outros três réus também foram condenados. Rivaldo Barbosa recebeu pena de 18 anos por obstrução de Justiça e corrupção passiva. Ronald Paulo Alves Pereira foi condenado a 56 anos por duplo homicídio e tentativa de homicídio. Já Robson Calixto Fonseca cumprirá 9 anos por organização criminosa.

O colegiado ainda fixou indenização total de R$ 7 milhões às vítimas e familiares: R$ 1 milhão para a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado; R$ 3 milhões para a família de Marielle; e R$ 3 milhões para os familiares de Anderson Gomes.

Relator do caso, Moraes afirmou que ficou comprovado que o grupo atuava na exploração ilegal do mercado imobiliário, com grilagem e parcelamento irregular do solo, e que a atuação política de Marielle contrariava interesses ligados aos condenados.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o crime foi motivado por divergências políticas e teria sido planejado ao longo de sete meses, conforme delação do ex-policial Ronnie Lessa, apontado como executor.

As defesas negaram as acusações e alegaram ausência de provas, mas os argumentos foram rejeitados pela maioria dos ministros.

Com informações do SBT News

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