IMPACTO

Peixes aparecem mortos em rio e Defesa Civil investiga

Por | da Folhapress
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Reprodução/Programa SC no Ar/Youtube
Na segunda-feira (23), moradores se assustaram ao ver uma grande quantidade de peixes mortos cobrindo parte do rio Imaruí.
Na segunda-feira (23), moradores se assustaram ao ver uma grande quantidade de peixes mortos cobrindo parte do rio Imaruí.

Milhares de peixes apareceram mortos no rio Imaruí, em Palhoça, Santa Catarina. Autoridades e órgãos ambientais tentam identificar a causa do problema, que tem preocupado moradores da região.

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Na segunda-feira (23), moradores se assustaram ao ver uma grande quantidade de peixes mortos cobrindo parte do rio Imaruí, no trecho próximo à avenida Rio Grande, na região central da cidade. As autoridades foram acionadas imediatamente.

Além da extensa faixa branca formada pelos animais mortos, o mau cheiro também chamou a atenção e tem causado transtornos à população. Assim que tomou conhecimento do caso, a Prefeitura de Palhoça iniciou o monitoramento da área por meio da equipe técnica da Fundação Cambirela do Meio Ambiente, que realizou vistoria no local e deu início aos procedimentos de apuração.

Em nota oficial, o município informou que foram acionadas a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), a Polícia Científica e o Instituto do Meio Ambiente do estado. Os órgãos atuarão integradamente para identificar a origem e as circunstâncias do ocorrido.

A prefeitura também afirmou que, até o momento, a decomposição dos peixes não representa risco à saúde da população. "A Prefeitura de Palhoça segue monitorando a situação e adotando as medidas necessárias para minimizar os impactos ambientais e os transtornos à comunidade", diz o comunicado.

Duas possíveis causas

Por enquanto, a Defesa Civil do município acredita em duas hipóteses. A primeira é a possibilidade de contaminação do rio, como o descarte irregular de material poluente, que pode ter alterado a qualidade da água e afetado os peixes.

A segunda hipótese é a ocorrência de choque osmótico. Isso acontece quando peixes de água salgada, como as manjubinhas, entram em água doce e não resistem à mudança brusca de salinidade, relatou a Defesa Civil ao Balanço Geral Florianópolis.

Uma moradora que vive próxima ao local afirmou ao programa da Record que é a primeira vez, em cerca de 60 anos, que presencia uma situação como essa. Ela relatou que, além da grande quantidade de peixes, o odor era tão forte que foi necessário manter a casa fechada. "O rio estava completamente branco", disse.

Amostras da água foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial. O caso segue sob investigação, e a confirmação oficial da causa deve ser divulgada nos próximos dias.

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