Uma policial militar de 32 anos foi encontrada morta com um disparo na cabeça dentro do apartamento onde morava, na quarta-feira (18). A agente havia sido promovida recentemente e deixou uma filha.
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O caso ocorreu no bairro do Brás, na região central da capital paulista. Gisele Alves Santana vivia no imóvel com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, oficial com atuação no Vale do Paraíba, que já trabalhou em São José dos Campos e Taubaté nos anos 2000. A arma utilizada no disparo pertence a ele.
Segundo relatos de familiares, Gisele enfrentava um relacionamento conturbado. Em depoimento à Polícia Civil, a mãe da policial afirmou que a filha vivia uma relação abusiva. Dias antes da morte, ela teria telefonado aos pais chorando, dizendo que não suportava mais a pressão e pedindo para ser buscada em casa.
A policial havia sido promovida recentemente para atuar no Tribunal de Justiça Militar (TJM). Pessoas próximas afirmam que ela comemorava a conquista e estava animada com a possibilidade de melhorar a qualidade de vida da família.
Gisele começou a trabalhar aos 17 anos, como caixa de supermercado na zona leste, onde foi criada, no Jardim Romano. Amigos a descrevem como determinada, independente e dedicada à filha.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi inicialmente registrado como suicídio e, por isso, detalhes não foram divulgados. O marido foi ouvido, e a investigação aguarda laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.