HOMENAGEOU LULA

Políticos repercutem desfile que que provocou famíla conservadora

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação: Alex Ferro/Riotur
Cercada de polêmicas, Acadêmicos de Niterói terminou o Carnaval rebaixada
Cercada de polêmicas, Acadêmicos de Niterói terminou o Carnaval rebaixada

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provocou repercussão até mesmo em Jundiaí. A ala “Neoconservadores em conserva”, que retratava famílias evangélicas e do agronegócio como personagens dentro de latas de conserva, gerou críticas das frentes parlamentares evangélica e católica, que anunciaram medidas judiciais contra a escola.

Em nota, a Frente Parlamentar Evangélica classificou o desfile como uma “conduta desrespeitosa e afrontosa”, afirmando que “é inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam nossa sociedade”.

O vereador Madson Henrique (PL), um dos principais representantes da igreja evangélica na política jundiaiense, afirmou que o que foi apresentado não foi arte, mas sim um comício financiado com dinheiro público. “É curioso. O sistema tenta forçar uma narrativa de “herói” para alguém que o povo não consegue nem sair às ruas sem ser vaiado. Cada vez que eles usam o Carnaval para atacar a nossa identidade e nossos valores, criam um abismo ainda maior entre o governo e a maioria silenciosa deste país”, afirma.

Ele ressaltou que a estratégia da esquerda, ao debochar de valores conservadores, expõe o desrespeito que têm pelo sagrado e que, embora possam ter apoio da elite cultural, o cristão brasileiro sabe diferenciar devoção real de encenação carnavalesca. Madson acredita que isso influenciará diretamente na eleição. “O resultado a gente vai ver nas urnas. O povo não aceita ser governado por quem debocha da sua fé e exalta o retrocesso como se fosse progresso.  O Brasil acordou, e não é um samba-enredo encomendado que vai fazer a gente voltar a dormir.”

Por outro lado, o vereador Henrique Parra (PSOL), mais alinhado ao campo progressista e ao governo federal, afirma que o que o governo faz e o que uma escola de samba independente faz são coisas distintas e destacou os impactos das políticas públicas de Lula sobre as famílias:

"O que prejudica as famílias é não ter dinheiro no bolso, ter um salário que perde valor, não conseguir colocar comida na mesa, não ter casa própria. Isso faz com que as famílias se desestruturem. Em 18 anos no poder, a esquerda realizou ações importantes que ajudaram as famílias a se estruturar e prosperar, como o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Pé-de-Meia”, a valorização do salário mínimo, entre outros”, diz.

Quanto às eleições, ele afirma ter que esperar um pouco mais para ver os impactos. “Uma parte irá explorar e manipular a informação, dizendo que a esquerda representa uma ameaça para as famílias. Cabe ao outro lado exaltar as propostas e levar ao conhecimento das pessoas os projetos feitos para, de fato, proteger as famílias”, disse.

“E na minha visão, a crítica da escola de samba não foi à família conservadora, mas a quem persegue modelos diferentes de família, como casais homoafetivos que desejam adotar crianças”, completa.

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