HUB FERROVIÁRIO

Tarcísio projeta trens unindo Campinas a Sorocaba e Ribeirão

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/Governo de SP
Em entrevista exclusiva à Rede Sampi, governador planeja metrópole como eixo central de futura malha de trens no Estado
Em entrevista exclusiva à Rede Sampi, governador planeja metrópole como eixo central de futura malha de trens no Estado

O governador Tarcísio de Freitas afirmou que o Estado planeja uma malha ferroviária futura de passageiros com Campinas como eixo estratégico de conexão com outros grandes centros do interior paulista. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao jornalista Corrêa Neves Jr., da Rede Sampi, nesta sexta-feira, 20.

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Segundo o governador, o Trem Intercidades (TIC) Campinas–São Paulo é apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo. A ideia, de acordo com ele, é estruturar uma rede que una as regiões mais fortes economicamente do Estado por meio de trens de média velocidade.

Vamos ligar Vale do Paraíba, Baixada Santista, a região metropolitana de São Paulo, Campinas e Sorocaba. Ou seja, vamos atender essas cidades com trem de média velocidade, com trens intercidades”, afirmou.

Tarcísio explicou que o plano é começar pelo trecho Campinas–São Paulo, cuja obra entra agora na fase de implantação após o período de projetos e licenciamento, e depois avançar para novas conexões regionais. “O próximo passo é começar a unir essas cidades. Então, a gente pode esperar a ligação Sorocaba-Campinas, depois Campinas-Ribeirão Preto”, disse.

O governador destacou que o desenho da malha já considera expansões futuras, utilizando trechos ferroviários existentes, como antigas faixas de domínio da Mogiana e da Sorocabana. A estratégia é implantar a nova infraestrutura nessas áreas já preservadas, reduzindo custos e facilitando a expansão.

Ele também detalhou que o Trem Intercidades Campinas–São Paulo será de média velocidade, podendo chegar a 160 km/h, com tempo estimado de cerca de uma hora entre as duas cidades. Para ele, o trem é essencial diante do limite estrutural das rodovias. “Não adianta você imaginar que você vai conseguir, por exemplo, aumentar a capacidade da Bandeirantes. Não tem jeito, vai continuar congestionando”, afirmou.

Além do TIC, o governador mencionou projetos complementares que reforçam o papel de Campinas como hub ferroviário. Entre eles, dois VLTs conectados à futura estação do Trem Intercidades: um ligando o sistema ao Aeroporto de Viracopos e outro conectando Campinas a Hortolândia e Sumaré.

A gente já está projetando o VLT, são dois VLTs, um que vai ligar a última estação do TIC até o aeroporto de Viracopos e o segundo VLT que vai ligar a estação do TIC até Hortolândia e Sumaré”, explicou.

O cronograma apresentado pelo governador prevê o início da operação do serviço expresso do Trem Intercidades até 2031. Ele reforçou que os projetos exigem forte aporte público, pois não se sustentam apenas com tarifa.

Esses projetos não se pagam só com tarifa. O Estado tem que entrar aportando recurso”, afirmou.

Trem Intercidades Campinas-SP


Divulgação/CRRC

O futuro Trem Intercidades (TIC) vai conectar Campinas a São Paulo em 64 minutos, com intervalo médio de 15 minutos entre as composições e parada em Jundiaí. A velocidade média prevista é de 95 km/h, podendo alcançar até 140 km/h em alguns trechos. Cada trem terá capacidade para até 860 passageiros, e a expectativa é que o serviço entre em operação em 2031.

Além da nova ligação direta entre as duas cidades, o projeto inclui a modernização da Linha 7-Rubi, que já atende o trecho entre a capital paulista e Jundiaí.

Outra frente é a implantação do Trem Intermetropolitano (TIM) entre Jundiaí e Campinas. A linha terá 44 quilômetros de extensão, com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos. O trajeto deverá ser cumprido em 33 minutos, com velocidade média estimada em 80 km/h, superior à média operacional do metrô.

As composições do TIM terão capacidade para até 2.048 passageiros. A previsão é que essa etapa fique pronta antes do TIC, com conclusão estimada para 2029.

Acompanhe a entrevista:

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