A União Europeia instaurou nessa terça-feira (17) uma investigação formal contra a Shein para apurar a venda de produtos que não atendem às regras do bloco e o uso de recursos digitais considerados potencialmente viciantes.
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A apuração mira práticas como contadores regressivos, alertas de “últimas unidades”, notificações frequentes e sistemas de recompensas semelhantes a jogos, que poderiam pressionar o consumidor a comprar. A ação ocorre no contexto das novas normas digitais europeias, incluindo a Lei de Serviços Digitais.
A ofensiva amplia a pressão sobre a varejista chinesa, já alvo de críticas por suposta concorrência desleal com o comércio local. Na França, o Senado aprovou em 2025 um projeto que pode restringir a publicidade de plataformas de ultra fast fashion, como Shein e Temu. O ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, afirmou que o combate a essas empresas será prioridade em 2026.
A empresa também enfrentou polêmica após o escritório antifraude francês acusá-la, em novembro de 2025, de comercializar bonecas sexuais com aparência infantil. O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, declarou que o país poderá bloquear a plataforma caso as vendas persistam.
*Com informações do Metrópoles