Um caso de feminicídio em Paraibuna, no Vale do Paraíba, chocou moradores da cidade na tarde desta segunda-feira (16). A vítima, Ana Luiza Fonseca dos Santos, de 58 anos, foi encontrada morta dentro da própria residência, na região da Estrada do Espírito Santo, no bairro Vila de Fátima.
O principal investigado é o companheiro da vítima, João Lenon Alves dos Santos, de 34 anos. Segundo a Polícia Civil, ele não estava no imóvel quando as equipes chegaram ao local e é considerado foragido. Diante da gravidade do crime e da fuga, a corporação representou pela prisão preventiva do suspeito.
O que se sabe sobre o feminicídio em Paraibuna
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi acionada para atender uma denúncia de possível feminicídio. No endereço, os agentes encontraram equipes do Samu, que constataram o óbito da vítima ainda no local.
Uma testemunha, irmão do investigado, relatou aos policiais que João Lenon teria cometido o homicídio contra a companheira. Ao entrarem na residência, os policiais se depararam com vestígios evidentes de violência letal.
A área foi preservada para o trabalho da perícia criminal. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado, e foram realizados registros fotográficos e coleta de provas que vão subsidiar a investigação.
Ligação gravada pode reforçar investigação
Segundo o registro policial, após o crime, o investigado teria ligado para familiares e afirmado ser o autor do homicídio. A conversa foi gravada no celular de uma parente e anexada ao sistema da Polícia Civil como elemento de prova.
Ainda conforme o boletim, o suspeito fugiu após o crime e não foi localizado até o fechamento do registro da ocorrência.
Polícia representa por prisão preventiva
A autoridade policial de plantão informou que há prova da materialidade do crime, confirmada pelo encontro do corpo e pelos vestígios de sangue no local, além de indícios suficientes de autoria, amparados por testemunhos e pela gravação telefônica.
O crime de feminicídio possui pena máxima superior a quatro anos de reclusão, o que permite a decretação de prisão preventiva, conforme os artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal.
No documento, a Polícia Civil destaca que a medida é necessária para:
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Garantia da ordem pública;
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Conveniência da instrução criminal;
Assegurar a aplicação da lei penal;
A fuga do investigado após o crime também foi considerada fator determinante para o pedido de prisão preventiva.
O caso segue sob investigação.