INVESTIGAÇÃO

Ministros: Permanência de Toffoli no caso Master é insustentável

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Agência Brasil
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideram que o ministro demorou a reconhecer publicamente sua participação na empresa.
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideram que o ministro demorou a reconhecer publicamente sua participação na empresa.

Quatro ministros do governo federal avaliam que a permanência de Dias Toffoli na relatoria do caso Banco Master, no Supremo Tribunal Federal, tornou-se “insustentável”. A avaliação foi feita sob reserva ao SBT News nesta quinta-feira (12).

Leia mais: Toffoli quer da PF dados de todos os celulares do caso Master

A pressão aumentou após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório com menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Em nota, o ministro confirmou ser sócio da Maridt Participações, empresa que negociou participação no resort Tayayá com um fundo de investimentos ligado a Vorcaro. Toffoli afirmou que a Lei Orgânica da Magistratura permite que magistrados integrem quadro societário, desde que não exerçam função de gestão.

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideram que o ministro demorou a reconhecer publicamente sua participação na empresa, o que, na visão deles, dificulta sua continuidade no comando do processo.

Apesar das críticas, Toffoli reagiu ao relatório da PF e determinou o envio ao STF do conteúdo completo dos celulares apreendidos na investigação.

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