A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o pagamento dos chamados “penduricalhos” no serviço público, gerou reações divergentes entre entidades sindicais do Distrito Federal. A medida, anunciada nessa quinta-feira (6) tem alcance nacional e atinge os Três Poderes.
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A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef) apoiou a decisão. Em nota, classificou a iniciativa como “corajosa, necessária e coerente com a Constituição Federal”, ao enfrentar o que considera uma distorção no teto remuneratório.
A entidade afirmou que os mecanismos usados para ampliar salários aprofundam desigualdades. “É um fato que a maioria esmagadora dos 12 milhões de servidores e empregados públicos, federais, estaduais e municipais, recebe remunerações muito inferiores ao teto constitucional; remuneração média geral de pouco mais de R$ 3 mil mensais atingindo trabalhadores de nível intermediário”, disse ao portal Metrópoles.
Já o Sindicato dos Servidores do DF (Sindser) adotou posição crítica, afirmando que, embora haja distorções, é preciso garantir valorização. Nós defendemos os direitos dos servidores, que devem ser bem remunerados e reconhecidos pelos seus serviços para a população. Defendemos tabelas remuneratórias que tenham reconhecimento com progressões e longevidade”.
A Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF) também apoiou a liminar. Para a entidade, a decisão combate privilégios concentrados em uma “casta” que se apropria do Estado por meio de influência política e lobby.
A liminar ainda será analisada pelo plenário do STF.
*Com informações do Metrópoles