Um adolescente foi picado por uma cobra jararaca durante as férias da família em São Sebastião, no Litoral Norte. O ataque ocorreu no jardim de um condomínio residencial, próximo à calçada, e o jovem precisou ficar seis dias internado para tratamento.
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O adolescente, identificado como Enzo, estava descalço no momento do acidente e sentiu o bote no pé esquerdo. Segundo o próprio jovem, a dor foi intensa e imediata. “Não foi como uma picada de inseto. Eu senti algo abocanhando o pé, doeu muito”, relatou em entrevista à TV Record.
Mesmo sem conseguir visualizar a serpente, Enzo foi levado rapidamente ao hospital, onde recebeu soro antiofídico. Além do efeito do veneno, ele precisou de cuidados médicos devido a uma infecção causada pelo ferimento. O pé apresentou inchaço e vermelhidão, mas o quadro evoluiu de forma positiva, e o adolescente segue em recuperação.
De acordo com especialistas, este é o período do ano com maior registro de acidentes envolvendo cobras no Brasil. O verão coincide com a época de reprodução das serpentes, quando há maior circulação dos animais por causa do calor. Ao mesmo tempo, cresce a presença de pessoas em áreas de mata, praias, rios e cachoeiras durante as férias.
No litoral paulista, as cobras peçonhentas mais comuns são a jararaca, a jararacuçu e a coral verdadeira. Os acidentes com jararaca representam cerca de 80% dos casos registrados, principalmente porque a espécie é numerosa e se adapta facilmente a áreas com circulação humana.
A bióloga do Instituto Butantan alerta que, em caso de picada, a orientação correta é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediato. Se possível, e sem comprometer o socorro, uma foto do animal pode ajudar na identificação da espécie.
Ela também reforça que práticas populares são perigosas e não devem ser realizadas. “Não existe cuidado caseiro eficaz. Não se deve fazer torniquete, cortes ou perfurações no local da picada, pois isso não remove o veneno e pode agravar o quadro”, explicou.
A família de Enzo destaca a importância de ampliar a divulgação de alertas em regiões próximas a áreas de mata no litoral. “A gente está na praia e não imagina esse tipo de risco. É um alerta para todos ficarem atentos, principalmente nesta época do ano”, afirmou um dos familiares.