PROTESTOS

Repressão endurece no Irã: 192 mortos e 2.300 presos

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/X
Segundo a organização Human Rights Activists News Agency, ao menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram detidas.
Segundo a organização Human Rights Activists News Agency, ao menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram detidas.

Os protestos que se espalham pelo Irã se aproximaram de duas semanas neste sábado (10), com o governo reconhecendo a continuidade das manifestações enquanto intensifica a repressão contra os manifestantes. O país enfrenta apagão de internet e bloqueio de comunicações, o que dificulta a apuração independente dos atos.

Segundo a organização Human Rights Activists News Agency, ao menos 192 pessoas morreram e mais de 2.300 foram detidas desde o início dos protestos, motivados pela crise econômica e pela desvalorização da moeda iraniana. Autoridades iranianas confirmam distúrbios, mas a TV estatal afirma que a situação está sob controle e destaca mortes de integrantes das forças de segurança.

O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, sinalizou uma repressão mais dura. Neste sábado, o procurador-geral Mohammad Movahedi Azad declarou que participantes dos protestos poderão ser acusados de “inimigos de Deus”, crime passível de pena de morte. Os Estados Unidos manifestaram apoio aos manifestantes, enquanto reforçaram alertas ao governo iraniano.

Relatos oficiais divergem de vídeos verificados que mostram grandes manifestações em Teerã e outras cidades. Agências ligadas ao governo afirmam que grupos armados participaram dos atos e anunciaram prisões de supostos integrantes de “células terroristas”. Companhias aéreas internacionais também começaram a suspender voos para o país por questões de segurança.

*Com informações da CBS News

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