O Brasil perde diariamente um volume de água tratada equivalente a mais de 6,3 mil piscinas olímpicas antes que chegue às residências, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil. O estudo, que usa dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento, revela que o país descartou 5,8 bilhões de m³ em um ano, o suficiente para abastecer 50 milhões de pessoas.
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As perdas representam 40,31% da água produzida, bem acima da meta nacional de 25%. As regiões Norte e Nordeste registram os cenários mais críticos, com estados como Alagoas, Roraima e Acre desperdiçando mais da metade do que distribuem. Goiás, Distrito Federal e São Paulo aparecem com os melhores índices.
Vazamentos, falhas de medição e consumos irregulares são as principais causas. Apenas as perdas físicas superam 3 bilhões de m³ ao ano, volume que garantiria água a 17 milhões de pessoas em situação vulnerável por quase dois anos.
O impacto ambiental e econômico também preocupa: desperdiçar água tratada exige mais captação, energia, produtos químicos e manutenção, pressionando rios e reservatórios em meio às mudanças climáticas.
*As informações são da Agência Brasil