A Polícia do Rio de Janeiro afirmou que não retirou da mata os corpos dos mortos na megaoperação no Complexo da Penha porque “não sabia da existência deles”. Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, a corporação não conseguiu isolar a área nem localizar todos os feridos.
“Não ajudaram [as forças de segurança] porque não sabiam da existência deles [mortos]. Quando acontece confronto em uma área de mata, muitos baleados acabam adentrando ainda mais, buscando ajuda, e a gente não consegue atender essa demanda”, disse o secretário.
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Moradores foram até a Serra da Misericórdia após ouvirem relatos sobre dezenas de corpos e usaram carros emprestados para levá-los até uma praça, onde os enfileiraram para reconhecimento. O episódio será investigado pela Polícia Civil como possível fraude processual.
A Operação Contenção, realizada na Penha e no Alemão, que resultou em 121 mortos, superou o massacre do Carandiru, que teve 111 mortos. O governador Cláudio Castro defendeu a ação e disse não ver erros. “O conflito foi todo na mata, não creio que tivesse alguém passeando na mata em dia de conflito. [...] Podemos tranquilamente classificar como criminosos, porque o planejamento foi feito para não afetar a população”, declarou.