O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo descobriram um novo disfarce usado pelo PCC para lavar dinheiro: uma rede de franquias de bichinhos de pelúcia. Batizada de Operação Plush, a ação cumpriu mandados de busca em lojas da marca Criamigos em São Paulo, Guarulhos, Santo André e Mogi das Cruzes.
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Segundo as investigações, duas mulheres ligadas a Cláudio Marcos de Almeida, o “Django” - ex-chefe da facção assassinado em 2022 - investiram milhões de reais em quatro unidades da loja, mesmo sem ocupação formal. A Justiça bloqueou R$ 4,3 milhões em bens delas. O objetivo era dar aparência legal ao dinheiro vindo do tráfico e de outras atividades ilegais do grupo.
Nos últimos anos, o PCC tem usado cada vez mais negócios “de fachada” para movimentar fortunas. Além das lojas de pelúcia, o grupo já foi flagrado lavando dinheiro em postos de gasolina, motéis, franquias de beleza e até fintechs - bancos digitais que misturam dinheiro de vários clientes numa só conta para dificultar o rastreamento.
O crime de lavagem de dinheiro consiste em usar empresas aparentemente legais para “esquentar” valores obtidos ilicitamente, misturando-os a lucros verdadeiros. Assim, o dinheiro volta ao sistema financeiro com aparência de origem limpa. É o método preferido de grandes organizações criminosas para manter seus lucros em circulação sem chamar atenção das autoridades.
*Com informações da Agência Brasil e O Globo