A caminhada olímpica de Rafaela Silva tinha, de novo, uma sul-coreana pelo caminho, como ocorrera no título olímpico de 2016. Desta vez, porém, não foi sinal de sorte. A judoca brasileira perdeu para Mimi Huh nas semifinais e, na disputa pelo bronze, também foi derrotada.
Após perder da atual campeã mundial, Rafaela Silva foi superada pela japonesa Haruka Funakubo no Golden Score e se despediu do individual sem medalha em Paris.
A derrota foi por punição (três faltas) no golden score. A luta durou cerca de 10 minutos.
Campeã olímpica na Rio-2016, Rafaela venceu Maysa Pardayeva, do Turcomenistão, por imobilização, na primeira luta na capital francesa pela fase oitavas de final. Em seguida bateu Eteri Liparteliane, da Geórgia, mas perdeu na semifinal para a sul-coreana Mimi Huh, no golden score, o que a levou à disputa pelo terceiro lugar.
Natural do Rio de Janeiro, Rafaela Silva cresceu na favela da Cidade de Deus e começou no esporte através de um projeto social liderado pelo medalhista olímpico Flávio Canto.
Ela também é bicampeã mundial (2013 e 2019) e ficou com o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, em 2023.