Raul Araújo votou contra aplicação da pena de Robinho no Brasil e empatou julgamento. O ministro disse que o fato de Robinho ser brasileiro nato impede que ele seja submetido aqui a uma decisão da Justiça italiana. Segundo ele, esse entendimento não representa impunidade e nem vontade própria, mas aplicação da lei.
Mais cedo, o ministro Francisco Falcão, relator do caso do ex-jogador Robinho no STJ (Superior Tribunal de Justiça), votou a favor da homologação da sentença da Justiça italiana.
Leia também: 'A mina não sabe nem quem eu sou': ouça grampos de Robinho sobre estupro na Itália
Em sua argumentação, o ministro Falcão destacou a inexistência de obstáculos constitucionais para a homologação da sentença, ressaltando que o tribunal de Milão, competente para o caso, confirmou a condenação de forma definitiva.
Acompanhando o voto do relator, o ministro Humberto Martins foi o terceiro a votar. Ele é a favor de que Robinho cumpra a pena no Brasil.
Conforme os autos do processo, o crime pelo qual Robinho e outros colegas são julgados aconteceu numa boate de Milão. A condenação do jogador foi confirmada em três instâncias na Itália e transitou em julgado, isto é, não há mais recursos possíveis.