Sopa fria de Ervilhas é opção para dias quentes


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As louças e utensílios usados na produção desta receita foram fornecidOs pelA espaço casa
As louças e utensílios usados na produção desta receita foram fornecidOs pelA espaço casa
porção: 10
dificuldade: fácil
preço: econômico
 
Ingredientes:
 
½ litro de caldo de legumes
½ quilo de ervilhas congeladas
1  xícara de folhas de hortelã
Sal e pimenta do reino a gosto
1 xícara de iogurte
Azeite extra - virgem
 
Se existe uma comida que todo humano conhece é sopa. A pessoa pode até não gostar, mas pelo menos uma vez na vida já tomou sua tigela desse alimento que a etimologia registra como oriundo do sânscrito. União de dois termos (sû, “bem”, e pô, “alimentar”), como “bem alimentar” chegou ao germânico arcaico na forma supper, sabe-se lá por quais vias. Dali trafegou por mesas diversas e foi ganhando estabilidade léxica e riqueza gastronômica. 
 
A evolução do nome é recente, se considerarmos que o que ele define existe desde a pré-história. Foi juntando plantas e grãos às poças de água quente das encostas dos vulcões que o homem criou o caldo primitivo, ainda antes da descoberta do fogo. Muito depois, com o homo faber fabricando utensílios, o ato de cozinhar se tornou menos complicado. As sopas foram variando nos ingredientes, na espessura, na quantidade ideal para cada grupo. Da Grécia antiga, passando pelo Império Romano e Idade Média, chegando aos nossos dias, surgiram milhares de receitas. Após a Revolução Industrial, o prato passou a apresentar certa conotação negativa, associada à dieta dos muito pobres, particularmente nos países ocidentais. Foi reabilitada no pós-guerra, quando os chefs resgataram e gourmetizaram receitas regionais. 
 
As singularidades culturais, climáticas, sociais, geográficas, e outras, têm contribuído para especificidades que a gastronomia traduz quase como uma imagem de marca. Assim, o gaspacho espanhol, a bouillabaisse de Marselha (França), o borscht da Rússia, a fasolada grega, o goulash húngaro, o minestrone italiano, o menudo do México, a brabançonne belga, o caldo verde português, a canja brasileira e outra centena de receitas líquidas traduzem a “alma” de cada civilização.
 
Em 1822, foi publicado nos Estados Unidos o primeiro receituário que se conhece dedicado exclusivamente às sopas. Sua autora, Emma Ewing, escrevia que elas eram “convenientes, econômicas, saudáveis e de mais fácil digestão que qualquer outro prato cozido, devendo ocupar um lugar de destaque nos estudos sobre alimentação.” De fato, isso aconteceu. Nutricionistas descobriram até que algumas ativavam o metabolismo e ajudavam a emagrecer, desde que elaboradas com ingredientes que desempenhassem esta função. O repolho tornou-se o mais famoso: além de o organismo gastar mais tempo para digeri-lo, é rico em pectina, fibra solúvel que auxilia na saciedade e absorve até 100 vezes o seu peso em água. Alho-poró e salsão também costumam fazer parte dessas receitas, pois além de estimularem o metabolismo, ajudam a evitar a retenção de líquidos no organismo.
 
Salsão, cenoura, louro, cebola e cravo-da-índia se unem à ervilha e a folhas de hortelã para compor nossa receita de hoje, uma sopa fria ideal para o verão brasileiro que tem dias tórridos. Comece pelo caldo de legumes, que você pode preparar por atacado e deixar congelado para usar quando lhe aprouver. Acondicione o caldo nas forminhas de gelo e depois vá usando as pedrinhas congeladas. Superfácil e superfresco. Sei que há boas marcas de caldo de legumes no mercado; mas todas têm muito sódio e conservantes, substâncias que devemos evitar. E, no mais, é tão fácil fazer o caldo! Basta raspar quatro cenouras, cortar em quatro uma cebola, em pedaços folhas e caule de salsão, juntar cinco cravos-da-índia, duas folhas de louro e uma pitada de sal. Cubra com dois litros de água e ferva por meia hora ou até o líquido se reduzir à metade. Espere esfriar e coe. Pronto. Sinta o perfume, prove o sabor. É outra coisa. 
 
Para a sopa de ervilhas separe meio litro deste caldo e misture a ele meio quilo de ervilhas congeladas. Coloque numa panela e leve ao fogo médio por dez minutos. Deixe amornar e despeje no copo do liquidificador. Junte metade das folhas de hortelã. Bata por dois minutos, despeje numa tigela, prove o sal, acrescente a pimenta. Mexa, cubra a vasilha com filme plástico e leve à geladeira por duas horas, no mínimo. Antes de servir, junte o iogurte, mexa, salpique a cebolinha cortada bem fina, as raspas de limão e algumas folhinhas de hortelã. Borrife de leve o azeite. 
 

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