O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira (15) que o museu dedicado à memória das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 é um lugar “de cura e de esperança”.
“Quero expressar a minha profunda gratidão a todos aqueles que estiveram envolvidos neste projeto admirável, por aquilo que fizeram até hoje”, disse Obama, em um breve discurso, durante a inauguração do museu, em Nova York.
“É uma honra acompanhar [as famílias das vítimas] nas vossas memórias, para lembrar e pensar, mas, acima de tudo, para repetir o verdadeiro espírito do 11 de Setembro: amor, compaixão e sacrifício”, falou o chefe de Estado norte-americano, que assistiu à cerimônia de inauguração com a esposa, Michelle Obama.
“Aqui, neste memorial, vemos as caras de cerca de 3 mil inocentes, homens, mulheres e crianças de todas as raças e de todas as crenças, originários do mundo inteiro”, lembrou Obama, acrescentando que o museu irá contar a história dessas pessoas para que as gerações futuras nunca as esqueçam.
No mesmo discurso, o presidente disse que “nenhum ato de terrorismo pode competir com a força e o caráter dos Estados Unidos, mencionando o caso de um homem de 24 anos que salvou várias pessoas que estavam encurraladas em uma das torres atingidas pelos ataques, antes de perder a própria vida quando o edifício desmoronou.
Esse homem, que permaneceu anônimo durante muito tempo, foi identificado mais tarde como Welles Crowther. Após o discurso de Obama, a mãe de Welles Crowther e uma mulher que foi salva há quase 13 anos pelo jovem subiram ao palco da cerimônia e foram saudadas pelo chefe de Estado.