A estudante de gestão ambiental Maitê Lopes Ferreira tem 27 anos e fez a cirurgia de redução de estômago há três anos. Pesava 145 quilos e hoje tem 68. “Eu tentei de tudo: regime, remédio, academia”, conta, “mas nada dava certo.” Maitê relata problemas com ansiedade, o que a levava a comer mais.
Como todos os operados, ela teve de frequentar um grupo. Passou com médicos, nutricionista e psicólogo. “É fundamental que você aprenda a se alimentar bem depois que você opera”, explica. “Senão, há o risco de voltar a engordar.” A parte complicada da cirurgia é a recuperação. “Durante 15 dias, só tomava líquido, alimento com caldo”, diz.
Apenas 45 dias depois da cirurgia que Maitê comeu carne moída. No primeiro mês, foram 15 quilos a menos na balança. Antes da cirurgia, Maitê tinha a autoestima baixa e problemas respiratórios. Era difícil se locomover. “Eu, quando criança, era obesa, criada com aquela ideia de que criança gordinha era criança saudável.” Depois de passado o período difícil da cirurgia, a estudante explica que sua vida mudou completamente.
“Eu renasci: minha autoestima melhorou e hoje não tenho mais problemas respiratórios.” Agora, a moça se prepara para uma cirurgia plástica, recomendada para pacientes que tiveram o estômago reduzido, voltada a eliminar o excesso de pele.