A Prefeitura de Jundiaí informou em nota, nesta quinta-feira (24), que conseguiu na Justiça que 503 das 751 agentes de desenvolvimento infantil (ADIs) “voltem ao trabalho imediatamente para garantir o atendimento mínimo nas creches da cidade”. A greve, contudo, continua.
A liminar, informa a nota, foi dada na tarde desta quinta-feira pelo juiz Paulo Roberto Ferreira de Sampaio, da Vara da Fazenda Pública de Jundiaí. Em seu despacho, declara a prefeitura, o juiz teria considerado a greve “abusiva, ilegal e ilícita” e exigido que o Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí mantenha o número mínimo de agentes em seus postos de trabalho.
Com 503 ADIs a prefeitura diz que pode garantir o funcionamento mínimo nas creches da cidade. Na manhã desta quinta-feira, agentes e sindicalistas estiveram no Complexo Argos, onde fica a Secretaria de Educação, mas não foram recebidos por ninguém. O grupo fará nesta sexta-feira uma paralisação em frente à Casa da Cultura, no Centro. A ideia é relatar à população as reivindicações da categoria.
A greve das agentes começou na última quarta-feira. As ADIs pedem reajuste de salário em 34%, além da contração de mais trabalhadores para vagas em aberto. Na tarde desta quinta-feira, o presidente do sindicato, Aparecido Luciani, informou que a greve continuará normalmente e que aproximadamente 500 profissionais se manteriam paradas na sexta (25).
Ao ser questionado sobre a decisão judicial, já no período da noite, ele disse que só se pronunciará quando tiver a liminar em mãos. A prefeitura ainda lembra que, junto ao sindicato, celebrou um acordo salarial de 8% e que, em 2012, a categoria teve sua jornada de trabalho reduzida de oito para seis horas.