Já foram iniciadas as obras para captação de água do Rio Jundiaí para abastecer a cidade de Várzea Paulista. De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a partir de outubro já será possível captar 50 litros por segundo entre as cidades de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. O investimento é de R$ 651 mil, custeados pela estatal.
A iniciativa representará um aumento de 30% da vazão disponível para Várzea Paulista, que hoje depende de cinco outros mananciais. “Isso foi possível graças à despoluição do Rio Jundiaí. Hoje ele é um rio de classe 2 e, segundo decreto estadual, é permitido o consumo dessa água”, explica o gerente da divisão regional da Sabesp, André Sotero.
Quem aprovou a qualidade da água foi o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) do Estado de São Paulo. A Sabesp acredita que será possível chegar a captar 100 litros por segundo do manancial do Rio Jundiaí no futuro, caso seja necessário. Mas ainda não sinalizou o uso dessa água para outras cidades da Região.
A expectativa do secretário de Infraestrutura de Várzea Paulista é que, com essa nova fonte de captação, a compra de água da DAE (Departamento de Água e Esgoto de Jundiaí) deixe de ser necessária. “Nós compramos 50 mil m³ de água por mês de Jundiaí. Com a nova vazão, isso deixa de ser necessário. Por ora, a compra se mantém porque é um contrato de dois anos, mas poderemos não precisar mais dele em breve”, destaca Renato Germano.
Ele afirma que havia preocupação com a possibilidade de falta de água a partir de outubro, caso não voltasse a chover. Com o novo manancial agregado, esse risco está quase descartado.
André Sotero afirma, ainda, que o investimento feito em tratamento de esgoto de Várzea Paulista foi fundamental para que o rio estivesse apto à captação. “A Sabesp investiu em mais de 40 km de coletores, interceptores e redes de esgoto. Foram R$ 150 milhões ao todo, o que incluiu, ainda, o custeio das ligações em casas cuja renda familiar é de até três salários mínimos. Eles não tinham condições de fazer as ligações, então nós oferecemos o sistema.”
No começo de 2012, apenas 3% do esgoto do município era tratado pela Sabesp. O restante era destinado à fossa em quase toda a sua maioria. Hoje, quase 97% do esgoto é tratado.