Numa ação enérgica sobre a força do jornal, os jornais brasileiros deflagraram esta semana campanha institucional para mostrar aos leitores e ao mercado anunciante que o jornal continua sendo um dos mais fortes e relevantes meios de comunicação no País. O lançamento se deu na terça-feira no 10° Congresso de Jornais da Associação Nacional de Jornais (ANJ) com a apresentação a empresários, publicitários, publishers e jornalistas das ideias que serão divulgadas em peças impressas, spots de rádio e vídeos de reposicionamento do setor assinados pela agência Lew‘LaraTBWA.
A campanha enfatiza que a informação circula por várias plataformas, mas o público só acredita quando esta é avalizada por um jornal que, por sua vez, não é só de papel mas assume formatos diferentes conforme a necessidade dos leitores. “Muitas vezes as pessoas usam uma informação que viram por exemplo numa rede social sem ter a consciência de que a notícia teve origem no jornal e produzida dentro de um padrão de qualidade”, explicou à Rede APJ Ricardo Pedreira, diretor executivo da ANJ. “A campanha, que é inédita, visa que as pessoas sejam melhor conscientizadas da forte presença que os jornais têm em suas vidas.” Personalidades do mercado publicitário brasileiro assistiram à apresentação da campanha de reposicionamento dos jornais brasileiros.
“Como sempre, a marca Jornal de Jundiaí Regional fez-se presente ao Congresso Brasileiro de Jornais, como único representante da Região, porque enxergamos claramente um futuro forte ao jornal. Claro que referimo-nos não só ao jornal em papel. Equivoca-se quem o subestima. Os meios tradicionais e as novas formas de interação são todos pautados pelos jornais. É a marca Jornal de Jundiaí que credibiliza a informação da Região que corre pelas redes sociais, blogs, tuítes, retuítes. Sem o suporte da marca Jornal de Jundiaí, qualquer informação perde o seu valor”, afirma o diretor comercial do JJ, Oscar Osawa.
A campanha institucional teve origem em projeto intitulado “Jornais em Movimento”, iniciado há um ano, que reuniu os principais representantes dos jornais do País, “Decidimos reagir e não aceitar o cenário pessimista em relação ao jornal impresso”, afirmou Eduardo Sirotsky Melzer, presidente do Grupo RBS, que abriu o painel. “Nunca se consumiu tanta informação quanto hoje e por isso resolvemos encontrar uma maneira de mostrar a nossa relevância. Afinal, o jornal é a mídia número um dos formadores de opinião e sinônimo de qualidade”.
Ana Amélia Cunha Pereira Filizola, diretora do Grupo GRPCOM (PR), apresentou a campanha em detalhes. Luiz Lara, sócio e chairman da Lew‘Lara, lembrou que todo boato que surge na internet e redes sociais só ganha credibilidade quando confirmado nos sites dos jornais, daí a importância de se anunciar num meio onde a marca do anunciante ganha esse aval de credibilidade.
João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, destacou a importância do papel de “curadoria” assumido pelo jornal perante o público “diante da profusão de absurdos e boatos que circulam na internet”. Os jornais impressos são o meio de comunicação com o maior nível de confiança da população, segundo levantamento da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) em 2014. A pesquisa ouviu 18,3 mil pessoas em 848 municípios.
Levantamento deste ano da ComScore concluiu que do total de pessoas que acessam notícias na internet no Brasil, 57% o fazem por meio dos jornais, aproximadamente 32 milhões de pessoas. Os Estudos Marplan EGM, de janeiro a dezembro de 2013, revelam que 62% dos leitores não fazem outra atividade enquanto estão lendo o seu jornal. Com isso, a mensagem publicitária no meio jornal sofre menos grau de dispersão do que a veiculada em TV, rádio e internet.
Wilson Marini |REDE APJ