Desde o anúncio do isolamento social, há pouco mais de cinco meses, os eventos sociais, como festas de casamento, aniversários ou até mesmo os corporativos foram os primeiros a ser cancelados. Paralelo a isto, os profissionais que trabalhavam no segmento de brindes tiveram que amargar queda na procura e, consequentemente, no faturamento, mas agora é hora de comemorar.
A retomada dos segmentos tem trazido aos profissionais mais do que a esperança. Trouxe ideias para atrair o público que prefere dar e receber brindes personalizados.
A designer Daniela Parizoto trabalha no ramo já há algum tempo e diz que agora a procura está alta. "Muitos professores agora começaram a pedir lembrancinhas para o Dia das Crianças. Escolas também estão pedindo sacolas personalizadas para dar kits de livros para os alunos. Estou com bastante encomenda de chinelo, mas a novidade são as canecas mágicas com glitter, que aparece uma imagem quando coloca líquido quente", diz.
Daniela acredita que a partir de agora as pessoas vão querer presentear. "As pessoas querem agradar. Tem bastante gente que pede kit com máscara também. Não sei se é porque nesse tempo eu atingi bastante gente por causa das máscaras e eles acabam vendo outras coisas que eu faço", conta ela, que sempre trabalhou com personalizados e a partir da venda de máscaras personalizadas na pandemia conseguiu dar mais visibilidade ao negócio.
Lavínia Vieira Morais também trabalha na área e diz que está vendendo bem agora. "Começamos no final do ano passado e acabou aumentando agora. Vendemos pelas redes sociais. A pessoa faz o pedido por telefone e a gente entrega. A gente percebeu que principalmente em datas comemorativas, como Dia dos Pais e Dia das Mães, o pessoal procurou mais. Acho que porque o personalizado é um presente mais sentimental. Quem recebe guarda com mais carinho por ter uma foto, uma caricatura ou um desenho de quem você gosta", conta ela.
Com foco nas caricaturas, Lavínia diz que as pessoas têm buscado pelo serviço para ter algo parecido com ela mesma. "Às vezes a pessoa quer dar um presente especial e procura a caricatura de alguém. A criança faz um desenho e a pessoa quer estampar numa caneca ou num azulejo", fala ela sobre as pessoas querem presentear com lembranças.
Com um trabalho mais voltado para empresas, Claudineide Nascimento conta que na pandemia as vendas caíram pela ausência de eventos, mas espera pela retomada. Com foco em pequenos brindes, ela espera a volta de seus clientes. "Ano passado já foi mais fraco do que nos anos anteriores. Decaiu muito tanto para as empresas como para as pessoas físicas. Como não tem evento, ficamos parados, mas espero a melhora."
Com a chegada do Outubro Rosa e a proximidade do Novembro Azul, datas alusivas ao câncer de mama e ao câncer de próstata, respectivamente, ela diz que as pessoas têm procurado pelo serviço para presentear e conscientizar.
"Costumo vender mais para empresas, mas agora também atendo pessoas e acredito que a procura tem sido igual. Acredito que o ramo de brindes é uma tendência. Qual funcionário não gostaria de receber um mimo?", diz ela sobre a retomada das vendas e a tendência do ramo a continuar atual.
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