Jundiaí passa para a Fase Verde com mudanças e ampliações


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A partir deste sábado, Jundiaí entra, de fato, para a Fase Verde do Plano SP de retomada das atividades econômicas. O anúncio foi feito ontem (9) em coletiva de imprensa Pelo governador João Doria.

Com o avanço de fase, inclusive com decreto municipal publicado nesta sexta-feira, as mudanças já podem ser feitas pelo setor. Entre as principais estão a ocupação dos estabelecimentos que passa de 40% para 60%, ampliação dos horários de funcionamento, incluindo o comércio de rua e dos shoppings, além dos parques públicos abertas aos finais de semana.

As regras sanitárias gerais permanecem as mesmas, com o uso obrigatório de máscaras e o distanciamento.

NOTURNOS

Setor bastante prejudicado pela pandemia, os restaurantes e os bares têm agora um limite maior para ficarem abertos. Mesmo com o novo horário permitido, a proprietária do Bar Pé na Jaca, Solange Berti, diz que não é o bastante.

"A ideia é adotar a nova regulamentação, mas para mim uma hora a mais não resolve. A gente vai ampliar a quantidade de pessoas, mas acredito que traga mais benefício aos bares diurnos. Muitas pessoas que vêm aqui trabalham e não se adaptam a vir mais cedo, então, no meu caso, não adianta a ampliação do horário", diz ela sobre ter clientes que procuram o espaço à noite.

O proprietário do Café Racer Rock Bar, Luciano Frazani, adotará as novas diretrizes o quanto antes. "Sei que é justa a causa, mas ter que passar 22h de mesa em mesa pedindo para o pessoal se retirar é desagradável. Se liberar, a gente deve ficar até as 23h. Quem trabalha seguindo as normas está quebrado. Adaptei um palco, mas, no nosso segmento, o pessoal vem para ver a banda e tomar uma cerveja", diz ele sobre o limite de horário ser algo prejudicial, lembrando que já foi multado em uma ocasião, quando estava fechando o bar.

Proprietário do Aplausos Bar e Karaokê, espaço aberto em junho, Mauro Tagami espera ver o local mais cheio com o novo limite de público. "Ainda não vi o espaço cheio, infelizmente. Abrimos durante a pandemia. Se na prática pode 60%, então vai entrar 60%. Temos álcool em gel no salão todo e só entra de máscara e para se locomover no espaço tem que estar de máscara também. Se continuar a melhorar, vamos contratar mais, com certeza", fala Tagami sobre a perspectiva positiva com a amenização da pandemia.

Presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sinhores) de Campinas e Região, José Haroldo Viegas diz que o avanço da Região traz expectativa. "É um reinício mais amplo, porém com as organizações comerciais ainda muito enfraquecidas, e com o consumidor também ainda inseguro. Apenas o tempo, e o recomeço da frequência gradual aos estabelecimentos poderá sinalizar o futuro. Assim, novas contratações de pessoas por exemplo, devem ocorrer lentamente, e muito mais naquelas novas unidades de alimentação, que já estavam em obras ou quase prontas antes da crise do covid-19, e agora estão sendo abertas."

DECRETO MUNICIPAL

As Diretrizes Transversais (DT) aplicadas de forma comum aos setores, permitem o horário de funcionamento respeitando o limite dos respectivos alvarás de funcionamento e o limite de ocupação dos estabelecimentos, mesmo naqueles com áreas abertas. Para cada setor há uma determinação específica, mas, de modo geral, a higienização e o espaçamento entre pessoas é regra em qualquer lugar.

Em bares, restaurantes e similares, o horário de funcionamento seguirá o alvará, mas somente para retirada ou delivery.

O consumo no local é permitido apenas até as 23h.

Self-services podem funcionar desde que os alimentos fiquem cobertos, os clientes limpem as mãos antes de se servirem e usem luvas descartáveis. Rodízios podem acontecer, desde que os garçons não apoiem os alimentos sobre a mesa dos clientes.

Máscaras e demais equipamentos de proteção de entregadores devem ser fornecidos pelo empregador, seja de estabelecimento ou aplicativo.

Para shoppings, locais de uso comum, como parapeitos e espaços família devem ser isolados. Em praças de alimentação, restaurantes e cafés, a consumação no local é permitida até às 22 horas, com mesas distanciadas.

Onde os funcionários tenham proximidade com os clientes, o empregador deverá fornecer equipamentos de proteção, como máscaras. Os ambientes devem ficar arejados e a temperatura de funcionários e clientes deve ser medida.

Em salões de beleza, os atendimentos devem ser agendados para que não haja espera a aglomerações.

Hotéis devem disponibilizar o serviço de desinfecção das bagagens dos hóspedes no momento da realização do check-in.

Em academias, a ocupação máxima deve ser de um cliente a cada 6 metros quadrados. O agendamento prévio deve ser obrigatório e recomenda-se definir tempo máximo de permanência na academia.

É proibida a realização de qualquer competição, com ou sem a presença de público. Alunos devem utilizar máscara, exceto nas atividades aquáticas, que ficam suspensas para crianças de zero a seis anos. Respeitando o distanciamento pode haver aula de dança em pares, desde que sejam duplas entre cônjuges ou familiares.

Em academias de artes marciais, as aulas deverão ser de exercícios sem contato ou treino físico, como aeróbicos e com boneco. O espaçamento deve ser de 10 metros quadrados por aluno. Os treinos devem ser de no máximo 1h.

Em clube ou associações, sob responsabilidade destes, desde que respeitadas as diretrizes transversais e específicas, fica facultado o funcionamento de quadras, piscinas e demais áreas comuns. A realização de eventos e a prática de treinos e esportes coletivos não são recomendados, mas também são de responsabilidade dos clubes.

 

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