Combustíveis, alimentos e planos de saúde entram mais caros em 2021


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Além dos alimentos, que tiveram aumento de preço durante todo o ano por causa da pandemia, os combustíveis também passaram por uma série de reajustes e até os planos de saúde devem ficar 35% mais caros.

Com este perfil desfavorável para o cidadão, 2021 deve seguir na toada deste final de 2020, mas, segundo o economista Mariland Righi, a tendência é de melhora.

Para ele, o cenário fez o mercado subir valores. "Estes aumentos ocorrem porque houve uma situação meio incerta, então, para quem sobe os preços, é até uma forma de se proteger. Recentemente houve em São Paulo um aumento anunciado pelo Doria da alíquota do ICMS e estes aumentos ocorreram em grande parte pelas contas públicas. O gasto no país todo é alto. Então esse aumento do ICMS, indiretamente, sobe o preço até dos alimentos da cesta básica."

O economista vê no aumento dos planos de saúde, por exemplo, que pode haver oportunismo pela situação, mas também acha arriscado o reajuste em meio à crise. "Acredito que possa ter um aproveitamento por causa da situação, mas aumentar preços com o poder aquisitivo baixo é perigoso."

No entanto, Mariland acredita que 2021 traga a recuperação econômica. "2021 pode começar difícil, mas será o ano da recuperação. O Brasil pode ter uma recuperação até melhor do que de países de primeiro mundo. Empresas estão investindo aqui por causa da desvalorização do real. Eu acho que a situação tende a normalizar."

BOMBA

Na lista de reajustes, o de combustíveis já se tornou comum neste ano e nesta terça (29) não foi diferente. O valor da gasolina subiu 5% e o óleo diesel S10 e S500 teve reajuste de 4%. Sendo assim, o preço médio da gasolina da Petrobras vendida para as distribuidoras aumentou R$ 0,09 e passou a R$ 1,84 por litro. Já o óleo diesel teve acréscimo de R$ 0,08 no valor para as distribuidoras, chegando a R$ 2,02 por litro.

O caixa e frentista de um posto de gasolina de Jundiaí, Filipe Pereira Batista diz que as pessoas reclamam bastante dos preços. "A cada aumento eles notam porque, por exemplo, se hoje é R$ 100 para completar o tanque, amanhã já é R$ 120, R$ 130. Aumenta de R$ 4,09 para R$ 4,19, por exemplo, é R$ 0,10, mas em quantidade você sente", explica.

No posto onde Filipe trabalha, a gasolina comum custa R$ 4,27 o litro e o óleo diesel sai a R$ 3,69.

IMPOSSÍVEL

No posto onde Filipe trabalha, o litro de etanol custa R$ 3,09 e, apesar de não ser barato, é a saída para muitos consumidores. Abastecendo, o jardineiro Pedro Manoel dos Santos fala dos preços. "Álcool está caro demais. Parece ouro e todo dia sobe. Gasolina eu não quero nem saber. A gente não aguenta, sobe tudo e o salário não sobe."

O engenheiro Victor Alexandr Hrdlicka, diz que está difícil acompanhar os reajustes. "Hoje não tem mais desculpa, se sobe o dólar ou não sobe, o governo aumenta o preço e nós arcamos com tudo. Uso etanol, prefiro gasolina, mas passei para o etanol", avalia.

Carlos Diego usa etanol no carro, mas tem uma empresa de ônibus e não pode fugir do diesel. "No carro eu estou optando pelo etanol. Não encho mais o tanque. Agora eu coloco R$ 100 e não enche, antes enchia. Sinto todo dia o aumento do preço do diesel", lamenta.

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