A prisão de uma mulher de 54 anos que matou o ex-namorado da filha em legítima defesa repercutiu nas redes sociais nesse fim de semana, em Jundiaí. O rapaz chegou em sua residência armado e pronto para agredir a jovem de 19 anos, mas a mãe a defendeu.
A Defensoria Pública de Jundiaí argumentou contra a prisão em flagrante e a juíza acatou o pedido, concedendo a liberdade provisória. Esse, no entanto, não foi o único caso de violência contra a mulher registrado. De acordo com o coordenador da Defensoria, Fábio Sorge, cinco pedidos de medida protetiva foram solicitados entre sábado e domingo.
As tentativas de homicídio em decorrência de crime passional são constantes. Neste final de semana, um homem foi preso, em Cabreúva, após agredir a esposa com um soco no olho. Ele ameaçou publicamente que pretende matá-la quando sair da cadeia, após ser detido pela Polícia Militar.
Sorge explica que recebem os boletins de ocorrência registrados e que só nesse fim de semana cinco casos de violência doméstica foram registrados na cidade. "No sábado recebemos três casos de violência doméstica e no domingo mais dois. Além disso, fizemos um pedido de medida protetiva no sábado e quatro no domingo", relata o defensor público.
Para ele, as medidas protetivas ou mesmo o registro oficial do crime de violência doméstica têm garantido mais segurança às vítimas. "A lei mudou e agora mesmo quando não há indícios de que o agressor já tenha cometido o crime, ao ser liberado ele fica proibido de se aproximar novamente e, caso descumpra essa determinação, a pena é a prisão."
AMEAÇA
Policiais militares foram acionados após um homem de 33 anos agredir a esposa, em Cabreúva, neste domingo (28). A mulher estava com um olho roxo ao receber os policiais. Segundo a vítima, o esposo a agrediu quando ela chegou da igreja. Depois de detido pelos PMs, o homem passou a gritar para todos os vizinhos que matará a esposa ao sair da cadeia.
Outro caso, registrado em Jundiaí, foi de uma briga de casal em que a PM interveio. No carro do namorado, os policiais encontraram um revólver calibre 38 sem registro.
HOMICÍDIO
O coordenador da Defensoria Pública de Jundiaí foi quem apresentou a defesa da mulher presa após matar o ex da filha. "Nesse caso claramente houve legítima defesa, tal como a própria juíza entendeu. A filha dela foi quem chamou polícia e ambas ficaram aguardando a chegada da viatura. Não tentaram fugir, nem esconder o ocorrido. Além disso, a jovem afirmou que o ex-namorado já a havia agredido nos quatro meses em que ficaram juntos", explica Sorge.
Ainda assim, haverá inquérito policial, que posteriormente será avaliado pelo Ministério Público para decidir se representarão queixa contra a ré.