Colonialismo vira tema de peça on-line


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Estreia nesta sexta (9), às 21h, a peça 'A História de Baker', com transmissão gratuita pelo Facebook e YouTube. A montagem é pensada como apelo sensível-poético para reavaliar, revolver e redescobrir de que forma age o dispositivo colonial.

Com produção de Cristiane Zuan Esteves, que assina a direção e dramaturgia com Beto Matos, a montagem passeia pela história do colonialismo, do capitalismo e da exploração, além das várias formas da necropolítica e por elementos autobiográficos trazidos por Cristiane.

IDEIA

O projeto nasceu a partir de Thomas Baker, missionário inglês morto e devorado pelos Kai Colo durante a colonização de Fiji, fato pelo qual os descendentes dos supostos "canibais", hoje convertidos ao cristianismo, realizaram uma cerimônia de desculpas em 2003. "O fato de vítimas da colonização pedirem desculpas a seus invasores me impressionou e indignou muito. Decidi que um dia faria um trabalho a respeito", diz Cristiane.

A artista pesquisou o nome Baker e tudo que recolheu foi colocado em uma pasta chamada 'Os Canibais'. Em 2013, Cristiane descobriu calcificações com formato de dentes nos joelhos, chamadas Cisto de Baker. "Senti como um chamado para realizar o trabalho. Baker devorado ressurge", explica.

A peça atravessa outros Bakers, como Josephine Baker, a bomba de Baker no Atol de Bikini e a ilha de Baker, para refletir com humor sobre o indivíduo como devorador ou devorado, colonizador ou colonizado.

ONDE ASSISTIR

Dias 9 e 10 de julho às 21h e dia 11, às 19h, no Facebook Teatro Paulo Eiró

Dias 16 e 17 de julho às 21h e dia 18, às 19h, no Facebook Teatro João Caetano

Dias 23 e 24 de julho às 21h e dia 25, às 19h, no Facebook Teatro Cacilda Becker

Dias 12 e 19 de julho, às 16h, no YouTube A História de Baker

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