Índice de inadimplência em Jundiaí cai 4,7% segundo SPC


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Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e do Serasa, a quantidade de devedores em Jundiaí caiu 4,7% no último mês em comparação ao mesmo período do ano passado.

Apesar de não informar o número de quantas pessoas estão com o nome registrado no SPC, o órgão informa que somente na passagem de junho para julho houve queda de 2,03%. Em julho deste ano, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.865,26.

Uma parte expressiva deste grupo, 31,72%, deve até R$ 500, percentual que chega a 44,99% quando se fala de dívidas de até R$ 1 mil.

ORGANIZAÇÃO

Para não cair em inadimplência e até conseguir poupar, algumas pessoas organizam todos os gastos e se policiam ao máximo. Este é o caso do empresário Alessandro Augusto dos Santos, de 48 anos, que planeja suas finanças desde os 20 anos.

"Para as duas empresas que tenho, uso um software de gestão, organizo tudo por lá. Meu objetivo é poupar para investir nas empresas", diz ele.

Santos acredita que a pandemia foi uma dificuldade a mais neste controle. "Foi um grande desafio quando iniciou a pandemia. Tive que rever gastos, reduzir energia, ser mais atento aos custos. Tanto da empresa quanto do pessoal, precisei fazer um balanço."

Assim como o empresário, a autônoma do ramo de estética, Maisa Carrilho, atinge seus objetivos quando organiza melhor suas finanças. "Eu comecei a fazer minha organização das finanças há dois anos porque eu tinha a intenção de abrir o meu espaço. Agora estou poupando de novo para conquistar a minha casa. Eu tenho uma agenda e anoto gastos diariamente, o que entra, o que sai, guardo as notas e, mensalmente, coloco os gastos fixos em uma planilha", explica.

Maisa diz que a pandemia vem sendo difícil e que evita o pagamento a prazo. "Eu evito ao máximo o cartão de crédito. Só uso quando preciso de algo maior, como comprar uma máquina de lavar, uma viagem. Para mercado, por exemplo, só gasto o que eu já tenho."

CONTROLE

Consultor de investimentos, Guilherme Cunha acredita que a pandemia, de fato, afetou boa parte da população. "Na pandemia, as pessoas não tinham reserva financeira e muitas famílias acabaram se endividando ou deixando de pagar dívidas. A classe média baixa, que não costuma ter poupança ou reserva, foi a mais prejudicada."

Para ele, o dinheiro emprestado é uma ameaça quando não se analisa diversas variáveis. "A gente tem uma curva de alta de juros no Brasil, que se encaminha para pelo menos 7% até o fim do ano. Quem investe, se beneficia, mas para o tomador de empréstimos é ruim. Com o aumento, é necessário fazer as contas para ver se faz sentido este empréstimo agora. As pessoas precisam entender que empréstimo e cheque especial são apenas para uso emergencial."

O perfil do devedor varia bastante em Jundiaí. A faixa etária que mais deve é a de 30 a 39 anos (26,41%). Por sexo, há uma distribuição quase equânime, 51,17% são homens e 48,83% mulheres. As pessoas inadimplentes em Jundiaí demoram em média 25,1 meses para pagar as dívidas e 36,67% dos possuem tempo de inadimplência de um a três anos.

O Brasil, há mais de 60 milhões de endividados e 30 milhões de superendividados, aqueles que não conseguem pagar suas dívidas sem comprometer gastos para sobreviver.

Para estes casos há a Lei de Superendividamento, que entrou em vigor em julho garantindo direitos a devedores para que consigam quitar seus débitos.

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