Apesar da procura por itens da feijoada, como feijão preto, arroz, couve e carne suína estar em alta nos últimos dias, principalmente por conta do frio, o preço destes alimentos registrou queda de até 10,8% em maio, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Entre os itens, o arroz branco foi o que registrou maior queda em um ano (10,8%), seguido pelo feijão preto (6,5%) e carne de porco (4,5%). Estabilidade confirmada e aprovada pelos comerciantes. De acordo com a proprietária de um açougue especializado em carne suína no bairro Terra Nova, Marcela Pavan, o preço da carne de porco se mantém abaixo do previsto desde o último aumento registrado durante o pico da pandemia. "Comparado com o preço de um ano atrás, no momento mais crítico da pandemia, a carne suína hoje está mais barata e com os reajustes controlados. A previsão é que não volte a aumentar nos próximos meses", afirma a proprietária.
PROCURA ALTA
Durante os dias mais frios, a procura pelas carnes suínas aumenta. De acordo com Marcela, costela defumada, bisteca, pernil e carnes para o preparo da feijoada são as mais vendidas nesta época. "Nos últimos dias as vendas foram ótimas. Nos dias mais frios, a preferência pela carne de porco é maior, principalmente para quem gosta de preparar feijoada", comemora.
PREÇOS
No açougue, a costela defumada, carro-chefe da loja, custa R$ 57 o quilo, já a costela fresca sai a partir de R$ 27,50. As carnes mais acessíveis também têm grande procura. A bisteca custa R$ 20,50 o quilo e o pernil R$ 21,60. "Como a suína está com preço estável e a carne seca bovina aumentou, a procura pelo porco ficou ainda maior. Muitos clientes compram opções como pernil e costela para substituir a carne seca", conclui Marcela.
ACOMPANHAMENTOS
Para completar a tradicional feijoada, o arroz, feijão e couve foram favorecidos pelo tempo frio. De acordo com a gerente de um supermercado no Centro, Rose Silva, era esperado um aumento dos alimentos, mas os preços estão estáveis desde março. "Sempre que tem aumento as vendas são impactadas e, consequentemente, perdemos clientes. A estabilidade dos preços é positiva para todos, ainda mais nos dias frios, quando a procura aumenta cerca de 10%", afirma a gerente.
Segundo Rose, o arroz não registra alta nos preços há bastante tempo. Já o pacote de um quilo de feijão preto, principal ingrediente da feijoada, subiu de R$ 6,99 para R$ 9,99 há três meses.
Nos hortifrutis e barracas de verduras, a couve é o alimento mais procurado nos dias frios. De acordo com a gerente de um estabelecimento no Jardim Santa Teresa, Fernanda de Oliveira, as vendas aumentaram significativamente nos últimos dias. "Durante a última semana a procura foi muito alta. Muitos clientes ligaram para a loja pedindo reserva de bandejas e maços de couve para fazer feijoada", afirma Fernanda.
No hortifruti, há duas opções de couve em maço, custando R$ 5,90 a unidade ou por quilo, que sai por R$ 42,90.