VÔLEI

CBV barra atletas trans em competições femininas de vôlei

Por Lucas Bombana | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Osasco
Tifanny em ação no Osasco
Tifanny em ação no Osasco

A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) anunciou nesta sexta-feira (14) sua nova política de elegebilidade para atletas em competições femininas, passando a barrar a participação de atletas trans.

Até então, a confederação permitia a presença de atletas trans em torneios de mulheres, estabelecendo que elas se submetessem a tratamentos hormonais que mantivessem os níveis de testosterona abaixo de 5 nmol/L -seguindo recomendação da FIMS (Federação Internacional de Medicina do Esporte).

Com a decisão, a ponteira Tifanny Abreu, do Osasco, fica impedida de seguir atuando por seu clube em competições femininas da modalidade.

Procurada, a atleta não respondeu até a publicação da reportagem.

"A CBV se adequa ao atual cenário regulatório internacional e à necessidade de assegurar alinhamento entre os critérios aplicáveis às competições nacionais e aqueles adotados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV)", informou a confederação por meio de nota.

"A CBV passa a seguir -a partir de hoje- os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI -publicada em março deste ano- que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino", acrescentou.

A verificação será feita por testagem e triagem do gene SRY. Essa regra foi aprovada em setembro de 2025, incorporada pela FIVB e já aplicada neste ano na Liga das Nações.

Sob críticas de grupos LGBTQIA+ e de direitos humanos, entidades esportivas, federações internacionais e governos vêm promovendo um endurecimento das regras sobre a participação de mulheres transgênero em competições e eventos esportivos.

World Aquatics (Natação), World Athletics (Atletismo) e UCI (Ciclismo) foram algumas das federações que adotaram regras mais rígidas nos últimos anos, voltadas à elite do esporte.

"Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais", afimou Radamés Lattari, presidente da CBV.

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