INVESTIMENTOS

Ascenty anuncia quatro novos data centers na Região 

Por Ariadne Gattolini  |
| Tempo de leitura: 3 min
Nova unidade de Vinhedo será totalmente focada em inteligência artificial
Nova unidade de Vinhedo será totalmente focada em inteligência artificial

Com dois data centers instalados em Jundiaí, a  Ascenty, joint venture entre Digital Realty e Brookfield Infrastructure e líder em data centers e conectividade na América Latina, anunciou nesta quarta-feira (27)  US$ 1,2 bilhão em novos investimentos para acelerar a expansão de sua infraestrutura voltada à inteligência artificial no Brasil. O aporte é impulsionado por contratos recentemente firmados com empresas globais de tecnologia, com o objetivo de atender à crescente demanda por soluções de IA e cloud de próxima geração na região. Os novos data centers atenderão clientes únicos.

O plano inclui a construção de quatro novos data centers preparados para IA. O primeiro será em Sumaré (SP), no campus da cidade, que já conta com dois prédios em operação, e será a primeira unidade na América Latina projetada desde a sua concepção para suportar cargas de trabalho em larga escala de inteligência artificial. Além disso, a Ascenty está construindo sua terceira instalação de grande porte em Vinhedo e anuncia mais dois data centers em desenvolvimento no mesmo campus.

Juntos, os data centers já estão totalmente pré-locados e somam 150 MW, volume equivalente a mais de um terço de toda a capacidade construída ao longo dos 15 anos de história da companhia, evidenciando a forte aceleração da demanda por infraestrutura de IA de alta densidade.
Segundo Chris Torto, CEO da Ascenty, a escolha por nossa região é estratégica. “Desde que vim para o Brasil, São Paulo representa 40% do PIB brasileiro. Nossa escolha por esta região se dá por conta da localização, conectividade, mão de obra especializada e disponibilidade de áreas.”

Em Sumaré, a unidade está projetada desde o início para suportar cargas de trabalho de IA em larga escala. O projeto terá 90 MW de capacidade inicial, com previsão de expansão de mais 90 MW, e contará com 48 mil m² de área construída em um campus já consolidado, com energia e terreno assegurados para futuras expansões. As obras começaram em março de 2026 e a entrega está prevista para o terceiro trimestre de 2027. 
Em operação desde 2019, o campus de Vinhedo consolidou-se como um dos ativos mais estratégicos da Ascenty para projetos hyperscale e corporativos. O complexo passa por um amplo ciclo de expansão, que inclui a ampliação do Vinhedo 2, a construção do Vinhedo 3 e o desenvolvimento dos projetos Vinhedo 4 e Vinhedo 5.

O projeto de expansão prevê o aumento da capacidade do Vinhedo 2 de 50 MW para 80 MW, além da entrega do Vinhedo 3, uma nova unidade com 80 MW de capacidade, totalmente dedicada a cargas de trabalho de inteligência artificial. Os investimentos reforçam o papel de Vinhedo como um hub central de computação de alto desempenho no país.

Carbono neutro e autoprodução de energia

A Ascenty tem suas operações certificadas como carbono neutro, por meio de sistemas de resfriamento em circuito fechado e projetos avançados capazes de combinar alta densidade computacional e eficiência energética. 
O reúso de água permanente para o resfriamento é feito em circuitos fechados e o consumo anual chega a ser parecido com o de quatro residências comuns, com nove pessoas.

Em relação à sustentabilidade energética, a Ascenty produz 100% de sua energia de fontes renováveis - a maioria advinda da energia solar e eólica. E recentemente investiu na construção de 32 km em  linhas de transmissão. “Há 15 anos, quando inauguramos a Ascenty, a transmissão de energia não era uma preocupação, hoje ela está em nosso radar”, afirma Chris Torto.

Torto ressalta que os clientes estão dispostos a investir mais no Brasil. “A cada US$ 1 bilhão que investimos, nossos clientes estão dispostos a investir cinco vezes mais. Entretanto, o regime tributário brasileiro ainda encarece a importação de equipamentos. Esperamos  condições melhores a partir do REDATA (regime de tributação específica em aprovação no Senado”.

A empresa opera ou tem em construção 40 data centers no Brasil, Chile, México e Colômbia, interligados por uma rede proprietária de fibra óptica de 4.000 km.
“O Brasil se consolida como um dos principais polos globais para desenvolvimento e operação de data centers, sendo o mercado mais maduro da América Latina. Esta expansão reforça a importância estratégica do país para o nosso negócio”, afirma Torto.

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