Os passageiros surdos que utilizam o Metrô de São Paulo contam agora com um novo recurso de acessibilidade para facilitar o atendimento nas estações: videochamadas ao vivo, gratuitas, com intérpretes do programa ‘São Paulo São Libras’, criado em 2023 pelo Governo de São Paulo. A iniciativa garante a pessoas surdas autonomia e tranquilidade em serviços públicos estaduais. A iniciativa é uma parceria entre o Metrô de São Paulo e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).
A novidade proporciona ao passageiro surdo o esclarecimento de informações ou atendimento nas estações por meio de QR Codes afixados nas estações, próximos a SSO ou linha de bloqueios. A chamada será mediada por um intérprete que fará a tradução, em tempo real, da conversa entre Libras e português.
O atendimento já está disponível nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15- Prata do Monotrilho, em um total de 63 estações que transportam diariamente cerca de 3,2 milhões de passageiros. Até o final de março, o serviço deve ser expandido para as estações da futura Linha 17-Ouro.
“É um marco histórico no estado de São Paulo, que revoluciona a rotina das pessoas surdas, permitindo a comunicação direta em Libras. Consiste numa iniciativa que não apenas abre portas para a comunidade surda, mas também representa um avanço significativo na busca por uma sociedade mais inclusiva, onde todos tenham igualdade de acesso aos serviços públicos. A tecnologia é uma aliada para criarmos mudanças reais e positivas na vida das pessoas”, destaca o secretário Marcos da Costa.
Passageiros do Metrô destacaram que a iniciativa representa um avanço de cidadania. “Nós, surdos, sentimos uma autonomia e uma tranquilidade por este ganho em acessibilidade. Nos dá também mais segurança. Essa iniciativa é muito importante para conseguirmos informações, para saber onde vamos, para que lado, o que fazer quando perdemos alguma coisa. É só fazer a vídeo-chamada com o São Paulo São Libras e lá temos uma comunicação fácil”, descreveu o biólogo e professor de Libras, Erik Honorato Nunes.
“Desde pequeno, eu uso o metrô. Às vezes, tenho que escrever no papel e mostrar para alguém onde quero ir. Com essa tecnologia, o Metrô se torna ainda mais acessível. Teremos mais tranquilidade e autonomia para se locomover. A gente consegue acessar informações como qualquer ouvinte, de forma confortável e fácil”, relatou o professor de Libras Fábio de Sá e Silva.