SUPOSTO SUICÍDIO

Socorrista estranha arma bem encaixada na mão de PM morta

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/TV Globo
Gisele vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto. Foi ele quem acionou o socorro no dia 18 de fevereiro de 2026 e, em seguida, o Corpo de Bombeiros.
Gisele vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto. Foi ele quem acionou o socorro no dia 18 de fevereiro de 2026 e, em seguida, o Corpo de Bombeiros.

A morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves, de 37 anos, encontrada baleada na cabeça no apartamento onde morava na Zona Sul de São Paulo, ganhou novos elementos após revelações feitas pelo Fantástico. Um socorrista com 15 anos de experiência afirmou à polícia que desconfiou da cena ao notar a arma “bem encaixada” na mão da vítima, situação que considerou incomum em casos de suicídio. Ele decidiu fotografar o local.

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Gisele vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto. Foi ele quem acionou o socorro no dia 18 de fevereiro de 2026 e, em seguida, o Corpo de Bombeiros. Imagens de câmeras do prédio mostram o oficial no corredor falando ao telefone às 8h02 e novamente às 8h05. Às 8h13, bombeiros chegam ao apartamento.

De acordo com o depoimento do socorrista, além da posição da arma, o sangue já estava coagulado e o cartucho da bala não foi localizado. O tenente-coronel relatou que estava no banho no momento do disparo, mas, segundo os relatos, ele estava seco e não havia água espalhada pelo imóvel. Testemunhas afirmaram ainda que ele tomou banho após a morte, mesmo orientado a não fazê-lo, e que retornou com cheiro forte de produto químico.

Os socorristas conseguiram reanimar Gisele no local. Eles também relataram que o marido não demonstrava desespero e permaneceu ao telefone com superiores enquanto a equipe prestava atendimento.

Laudos da Polícia Técnico-Científica apontaram que a cena não foi preservada adequadamente, o que dificultou a definição da dinâmica do disparo. Um vídeo gravado após a saída dos socorristas mostra móveis fora do lugar e produtos de limpeza espalhados pelo chão.

Uma vizinha declarou ter ouvido um estampido às 7h28. A primeira ligação pedindo socorro foi registrada às 7h57, cerca de 29 minutos depois.

Em nota, a defesa do tenente-coronel afirmou que ele não é investigado, suspeito ou indiciado e que tem colaborado com as autoridades, colocando-se à disposição para esclarecimentos. A família de Gisele contesta a versão inicial e pede que o caso seja apurado como feminicídio.

Com informações do Fantástico.

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