As palavras são a materialização do nosso pensamento, elas carregam as nossas emoções, sentimentos e padrão vibratório. Conforme nos ensina André Luiz: “A palavra é um fio de sons carregados por nossos sentimentos; quando falamos, cada qual de nós apresenta o próprio retrato espiritual passado a limpo.”Quando empregamos nossas palavras com sensatez, elas se transformam em um veículo poderoso capaz de conduzir-nos em direção aos nossos objetivos e aspirações espirituais.”
Os Espíritos benfeitores sempre tentam nos guiar, não apenas para compreender, mas também para vivenciar o impacto profundo que nossas palavras podem ter em nossa jornada como seres imortais. Eles também nos alertam sobre o perigo da negligência verbal, pois o que pensamos e falamos têm a capacidade de ecoar em nosso mundo espiritual, podendo atuar como catalisadores de crescimento ou como sementes de autossabotagem. Portanto, devemos buscar sintonia com a espiritualidade superior, ficando atento às suas orientações, solicitando sabedoria e discernimento para que nossas palavras sejam afinadas e harmonizadas.
Devemos tomar muito cuidado com o que falamos, pois podemos ser os causadores de grandes feitos de ajuda e de alegria, como também de destruição e tristeza, como nos explica André Luiz: “A língua. Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas. Ponderada – favorece o juízo. Leviana – descortina a imprudência. Alegre – espalha o otimismo. Triste – semeia desânimo. Generosa – abre caminho à elevação. Maledicente – cava despenhadeiros. Gentil – provoca reconhecimento. Atrevida – traz perturbação. Serena – produz calma. Fervorosa – impõe confiança. Descrente – invoca a frieza.”
A palavra é como uma flecha, depois de lançada, não conseguimos mais pegá-la, podemos somente tentar reparar o dano que ela causar. Conforme Chico Xavier nos fala: “Cuidado com as palavras que profere! Sempre que chamados à crítica, respeitamos o esforço nobre dos semelhantes. Para construir, são necessários amor e trabalho. Para destruir, porém, basta, às vezes, uma só palavra.” Assim, em muitas ocasiões, não falar nada é a melhor resposta, devemos tentar identificar estas situações e então praticar o silêncio, para que não sejamos os causadores de malefícios e nos arrependamos depois. Ainda segundo Chico Xavier: “Emmanuel sempre me disse: - Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca.”
Atualmente usamos os meios digitais para “falarmos”, portanto, também devemos tomar muito cuidado com o que digitamos, pois são nossas palavras, porém, muitas vezes, com um alcance maior. A depender do teor do que postamos, podemos influenciar para o bem ou para o mal, podemos ser capazes de construir coisas maravilhosas, mas também horríveis. Cada expressão que é digitada carrega uma incrível potência, e é nossa responsabilidade utilizar estes meios com sabedoria e prudência.
Eduardo Battel é médico urologista, expositor Espírita e Coordenador da Liga de Medicina e Espiritualidade da FMJ