CAMPO LIMPO PAULISTA

Sessão que pode cassar prefeito é suspensa após tumulto

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Sessão contou com grande número de munícipes e apoiadores do prefeito
Sessão contou com grande número de munícipes e apoiadores do prefeito

A sessão da Câmara Municipal de Campo Limpo Paulista, que poderia culminar na cassação do prefeito Adeildo Nogueira (PL), foi suspensa definitivamente às 4h da manhã desta quarta-feira (11), após uma noite marcada por atrasos, escalada na confusão e até uma tentativa de prisão. Os trabalhos serão retomados nesta quinta-feira (12). Segundo apuração do Jornal de Jundiaí, o plenário já formou maioria favorável à cassação do chefe do Executivo.

Iniciados com uma hora de atraso, a sessão começou às 19h de terça-feira (10). Havia grande presença de público no plenário, além de apoiadores do prefeito e do próprio Adeildo Nogueira e do vice-prefeito Marcelo de Araujo. Logo no início, o presidente da Casa, vereador Antonio Fiaz Carvalho, o Tonico (União Brasil), precisou suspender os trabalhos alegando que manifestações no plenário estariam prejudicando o andamento da sessão.

Após a retomada, uma nova confusão teve início. Impedido pela Justiça de participar da votação, o vereador Paulo Preza (PP) tentou barrar a posse de sua suplente, Alessandra Vergílio. Segundo apurou a reportagem, a decisão judicial que impede o parlamentar de votar se baseia em conclusão da Comissão Processante (CP), que apontou que a esposa do parlamentar teria sido nomeada para um cargo comissionado em troca de apoio político ao prefeito. O vereador Jurandi Rodrigues (Republicanos) também foi suspenso e substituído pelos mesmos motivos.

O clima esquentou ainda mais quando uma advogada invadiu o plenário e deu voz de prisão ao presidente da Câmara, alegando abuso de autoridade. A sessão foi novamente suspensa por cerca de quatro horas e meia. Durante esse período, houve conflitos envolvendo a Guarda Municipal, vereadores e funcionários da Casa. A Polícia Militar foi acionada para intermediar a situação e, segundo integrantes da oposição, escoltar parlamentares e servidores para que pudessem deixar o plenário com segurança. Eles afirmam que ninguém foi conduzido à delegacia.

Em nota, a Procuradoria Jurídica da Câmara informou que a Câmara Municipal foi invadida por cerca de 30 agentes da Guarda Civil Municipal, a fim de prender o Presidente da Casa, sem indicar qualquer razão. “Tal medida culminou com a suspensão da Sessão, com a retirada em segurança do Presidente, que não possui contra si nenhum processo criminal ou inquérito policial, tampouco cometeu ou cometia qualquer crime durante o expediente”, diz a nota. “As medidas judiciais cabíveis serão providenciadas, existindo sete decisões reconhecendo a regularidade do procedimento da Câmara”, completa a mesma nota.

Adeildo Nogueira responde ao processo por suposto descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e por não atender integralmente requerimentos apresentados pelos vereadores, especialmente na área da saúde. O desfecho do processo político-administrativo agora depende da definição judicial sobre a retomada da sessão.

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Limpo Paulista para esclarecimentos, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

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