EM JUNDIAÍ

Dirigentes do PSD e Republicanos avaliam cenário presidenciável

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Ronaldo Caiado chegou ao PSD nesta semana, em tentativa de encabeçar uma chapa
Ronaldo Caiado chegou ao PSD nesta semana, em tentativa de encabeçar uma chapa

Os bastidores da política nacional começam a ganhar contornos rumo às eleições presidenciais de 2026. No centro dessas articulações está o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que trabalha para viabilizar uma terceira via na disputa pelo Palácio do Planalto. Com a desistência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao pleito, pelo menos por ora, e a vontade de lançar uma terceira via na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), o PSD atraiu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que se juntou à prateleira de pré-candidatos que já contava com os governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Para o vice-prefeito e presidente do PSD Jundiaí, Ricardo Benassi, a movimentação vai além de uma disputa partidária. “Esse movimento não é apenas partidário, é estratégico para o Brasil. O partido passa a reunir três quadros com estatura presidencial, todos com experiência executiva, resultados concretos e capacidade comprovada de gestão”, afirma.

Benassi também destaca o protagonismo dos estados governados pelos pré-candidatos. “Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e, sobretudo, São Paulo representam partes fundamentais da locomotiva econômica nacional. São estados que produzem, arrecadam, inovam e sustentam políticas públicas que impactam diretamente o desenvolvimento do país”, avalia. Para ele, a convergência dessas lideranças reforça uma visão de Brasil baseada em eficiência, responsabilidade fiscal e entrega de resultados. “O Brasil já perdeu tempo demais com improviso e retórica vazia. O que o país precisa agora é de competência, método e responsabilidade”, completa.

No Republicanos, o presidente Fernando de Souza vê a decisão de Tarcísio como um movimento de lealdade no jogo político. “Tarcísio fez um gesto de lealdade com Jair Bolsonaro. Ele sabe da importância que o ex-presidente teve para sua eleição em São Paulo e entendeu que não era o momento de afrontar essa decisão, optando por apoiar Flávio”, afirma.

Ao mesmo tempo, Fernando reconhece o peso da articulação liderada por Kassab. “O movimento é interessante e reúne grandes nomes da política nacional. São três governadores bem avaliados em seus estados e que podem fazer a diferença em uma campanha nacional”, observa.

Para ele, os próximos passos dependerão da capacidade de articulação. “O cenário começa a clarear e as pesquisas podem indicar o melhor caminho. Vai vencer quem conseguir fazer a maior costura com os partidos de centro e centro-direita, quem tiver menor rejeição, melhor postura, melhor vice e melhor coligação”, analisa. “Os três têm boas condições, assim como o Tarcísio também teria, e seria o meu nome preferido, mas todos têm condições”, completa.

Comentários

Comentários