Um advogado de 33 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas, nesta quinta-feira (8), suspeito de entregar 100 micropontos de LSD a um detento, durante atendimento jurídico na sala de parlatório do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí. Exame pericial confirmou que a substância se tratava de tenanfetamina. A droga sintética foi localizada na cueca do preso e também nos elásticos da cintura e do tornozelo da calça, durante revista realizada após o atendimento. O detento confessou ter recebido o entorpecente do advogado, inclusive com reconhecimento formal na Central de Flagrantes.
Segundo a Polícia Penal do CDP, todos os presos foram retirados das celas e revistados minuciosamente antes do atendimento jurídico. Após o término das consultas e durante nova revista para o retorno às celas, duas tiras de papel contendo micropontos de LSD caíram quando um dos presos abaixou as calças. Diante da suspeita de que houvesse mais drogas escondidas, os agentes realizaram uma inspeção detalhada nas vestes do detento, encontrando mais micropontos nos elásticos da calça.
Com a descoberta, o preso começou a chorar, alegando inicialmente que não sabia da existência da droga e afirmando que havia recebido a roupa de outro detento. No entanto, os policiais não acreditaram na versão, já que ele havia passado por revista rigorosa antes do atendimento jurídico, ocasião em que nenhum ilícito foi encontrado. Diante disso, o preso foi encaminhado a uma cela especial, enquanto o advogado - única pessoa que teve contato com ele entre as duas revistas - foi detido.
Ambos foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde o preso reconheceu formalmente o advogado como a pessoa que lhe entregou a droga.
Diante dos fatos, o delegado decretou a prisão em flagrante do advogado e determinou a apreensão de seu telefone celular, uma agenda e quatro folhas avulsas com anotações, que serão encaminhadas para perícia.
Como a legislação prevê que advogados presos permaneçam custodiados em sala de Estado-Maior, foram consultados o 11º Batalhão, o 49º Batalhão e o 12º GACAAe do Exército, porém todas elas não puderam custodiar o detido. Com isso, o advogado foi encaminhado para uma cela especial no Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde aguardará audiência de custódia.
Já o preso foi reconduzido ao CDP de Jundiaí.