FORA DO PRAZO

Campo Limpo Paulista inicia 2026 sem orçamento definido

Por Felipe Torezim |
| Tempo de leitura: 2 min
Segundo membros da oposição, gestão entregou LOA fora do prazo e atrasou planejamento para este ano
Segundo membros da oposição, gestão entregou LOA fora do prazo e atrasou planejamento para este ano

Campo Limpo Paulista começou 2026 sem a definição do orçamento municipal, situação que, segundo vereadores da oposição, compromete o planejamento da administração pública neste início de ano. O atraso na tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) é atribuído, pela oposição, ao envio fora do prazo por parte do Executivo, comandado pelo prefeito Adeildo Nogueira (PL).

De acordo com o vereador Leandro Bizetto (PSDB), principal porta-voz do grupo de oposição na Câmara Municipal, o projeto da LOA foi protocolado apenas no dia 19 de dezembro, quando o prazo legal se encerrava em 15 de dezembro. “O foco agora é votar a LOA, que está atrasada. Por conta disso, não houve recesso e estamos correndo contra o tempo para analisar o projeto e colocá-lo em votação”, afirmou o parlamentar. A tendência é que seja votado no dia 20.

Leandro também aponta que o atraso gerou desdobramentos judiciais e agravou a relação entre os poderes. Segundo ele, o prefeito teria cortado, de última hora, cerca de R$ 6 milhões do orçamento do Legislativo. “Esse recurso seria utilizado para dar andamento à construção do novo prédio da Câmara. Hoje ocupamos um espaço que o próprio prefeito pediu para desocupar, alegando que seria usado para o serviço público”, disse. A Câmara Municipal fica na Avenida Adherbal da Costa Moreira, 255, Centro.

Além das críticas à condução orçamentária, o vereador destaca problemas recorrentes na área da saúde. De acordo com relatos recebidos pelo gabinete, o Hospital de Clínicas enfrenta superlotação, demora no atendimento e falta de medicamentos básicos. “Há pessoas que relatam até a ausência de dipirona. Alguns pacientes estão há meses sem receber medicamentos de uso contínuo”, afirmou.

Outro ponto citado é a situação da zeladoria urbana. Segundo Leandro, há ruas esburacadas e mato alto em diversos bairros, ressaltando o abandono da cidade. Ele também critica decisões administrativas do início do mandato, como a decretação de estado de calamidade financeira, que considera desnecessária, o aumento de contratos com prestadoras de serviço e a ampliação do número de terceirizados, o que teria elevado a folha salarial do município.

No campo político, o vereador afirma que não há diálogo entre o Executivo e a oposição. “Não existe articulação com a Câmara. Os projetos chegam sempre em cima da hora, há perseguições e tentativas de denúncias infundadas. Falta respeito com os agentes políticos, inclusive nas lives semanais feitas pelo prefeito”, declarou. A oposição em Campo Limpo Paulista é formada ainda pelos vereadores Adriano Benedetti (PSDB), Antonio Fiaz Carvalho, o Tonico (União), Regivaldo Cantor dos Santos Junior, o Junior Itiban (PT), Cleber Ulisses de Oliveira (Republicanos) e João Batista Souza Barros Filho, o João Pintor (PSD).

O Jornal de Jundiaí procurou o prefeito Adeildo Nogueira, por meio da assessoria de imprensa, para comentar as declarações da oposição, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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