JUNDIAÍ

Concessão de R$ 3,6 bi vai redesenhar transporte em 15 anos

Por Felipe Torezim |
| Tempo de leitura: 2 min
Nova concessão prevê investimentos superiores a R$ 510 milhões pela concessionária
Nova concessão prevê investimentos superiores a R$ 510 milhões pela concessionária

A Prefeitura de Jundiaí publicou, em dezembro, o edital da Concorrência Pública nº 16/2025, que trata da concessão dos serviços de transporte coletivo urbano de passageiros no município. O processo licitatório prevê um contrato estimado em torno de R$ 3,6 bilhões, valor que corresponde à soma da receita tarifária e dos subsídios públicos ao longo de toda a vigência da concessão. A sessão pública de abertura das propostas está marcada para o dia 24 de fevereiro de 2026, às 10h, no Paço Municipal.

O edital estabelece R$ 510,2 milhões em investimentos obrigatórios, que deverão ser realizados pela futura concessionária durante todo o período da concessão. O prazo inicial do contrato será de 15 anos, contados a partir da ordem de início dos serviços, com possibilidade de prorrogação por períodos sucessivos de cinco anos, até o limite máximo de 30 anos, desde que haja desempenho satisfatório, interesse público e vantajosidade para a Administração.

“É uma licitação nova, com prazos definidos e com uma frota diferenciada da que a gente tem. Há um índice importante de renovação de veículos zero quilômetros, veículos diferenciados para atender necessidades diferentes também”, diz a secretária de Mobilidade e Transporte, Ana Paula de Almeida, em recente entrevista ao Podcast do Jornal de Jundiaí. “Vou dar um exemplo aqui: a gente tem atendimentos mais lá na ponta, como é o caso do Santa Marta, que carrega pouca gente, mas que vai um ônibus grande para lá. Então, na concessão, a gente prevê ônibus com formatos diferentes, com tamanhos diferentes para atender conforme aquela demanda”, completa.

Em detalhes

Segundo informações contidas nos anexos dos editais, a concessionária deverá operar com idade média máxima de cinco anos e idade limite de dez anos para os veículos, com exceção dos ônibus articulados, que poderão ter até 15 anos.

Logo no início da concessão, será obrigatória a incorporação de 100 veículos zero quilômetro.  A frota será composta por diferentes categorias, incluindo micro-ônibus, midiônibus, ônibus básicos, padron e articulados.

O edital também estabelece diretrizes para a transição tecnológica e redução de emissões. Serão admitidas diferentes tecnologias de propulsão, como diesel Euro VI, biodiesel, GNV ou biometano, veículos híbridos e ônibus elétricos a bateria.

Climatização

Desde o início da operação, 75% dos veículos deverão contar com ar-condicionado, percentual que deverá chegar a 100% após o quinto ano de contrato, com exceção apenas de veículos especiais utilizados em vias não pavimentadas.

Tecnologia

Todos os ônibus deverão oferecer Wi-Fi gratuito, sistema de localização automática de veículos (AVL) integrado à bilhetagem eletrônica, câmeras internas e externas de monitoramento e telas informativas no salão dos veículos, com dados em tempo real sobre paradas, tempos de viagem e mensagens institucionais. Os veículos também deverão contar com validadores de cartões integrados a câmeras de reconhecimento facial, voltadas ao controle de gratuidades e à redução de fraudes.

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