Sthephan Johansson Marciano, 40 anos, passou por audiência de custódia nessa segunda-feira (5) e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. Ele permanecerá preso até o julgamento. A informação foi confirmada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
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Ele foi indiciado por feminicídio pela morte de Monique Helena Gabriel Teodoro, 36 anos, esfaqueada dentro de um quarto de hotel de Taubaté, no domingo (4). Ela levou 20 facadas e morreu após ser socorrida.
Monique e Sthephan tinham um relacionamento conturbado e, em outubro do ano passado, segundo a polícia, ele já tinha tentado matá-la. Na ocasião, ela obteve uma medida protetiva contra ele.
Ao ser preso pela Polícia Militar, no quarto do hotel, Marciano, Sthephan confessou o crime: “Já era, já era… perdi, matei minha esposa”, disse ele ao ser detido. Ele voltou a confessar o feminicídio em depoimento à Polícia Civil, que pediu a prisão preventiva do indiciado.
Moradora de Guaratinguetá, Monique foi enterrada na cidade na segunda-feira (5), sob forte comoção de familiares e amigos, que cobram justiça para a vítima. Sthephan segue preso em unidade prisional da região.
O crime
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 17h50 após uma funcionária de hotel localizado na avenida Brigadeiro de Faria Lima, em Taubaté, relatar gritos de socorro vindos de um dos quartos. No local, os policiais foram recebidos pelo homem, que teria admitido o crime durante a abordagem.
No interior do quarto, Monique foi encontrada caída no chão, com múltiplos ferimentos provocados por faca. Ela chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu. De acordo com a equipe médica, a mulher foi atingida por cerca de 20 golpes.
Após ser preso e levado para a delegacia, Sthephan disse à Polícia Civil não possuir advogado e confessou ter matado Monique, com quem vivia há cinco anos e tem uma filha. Ele alegou que ficou “tomado por raiva diante de uma traição dela”.
Suposta traição
Segundo o relato de Sthephan, ele teria recebido Monique vindo de Guaratinguetá, ainda por volta das 13h, próximo da Rodoviária Nova de Taubaté, e que ambos foram para o hotel onde ficaram juntos.
Em determinado momento, o telefone da vitima teria tocado em chamada de vídeo e que então o indiciado atendeu e tampou a câmera, podendo “ver que era o mesmo homem ‘talarico’ que teria saído com sua companheira em outra ocasião”.
Ainda segundo o depoimento, ele discutiu com Monique e saiu até as redondezas do local e “pegou a faca do crime com um nóia”, voltando para tirar satisfação com a vítima. Sthephan afirmou que “perdeu a cabeça e deu várias facadas na vítima”.
Ele admitiu que, da primeira vez que “pegou a traição” no final de outubro de 2025, teria dado facadas na vítima, ainda na cidade de Guaratinguetá, e conseguiu fugir. Ele recebeu uma intimação de medida protetiva e sabia que não poderia chegar perto dela, mas que teria “perdoado a traição” e que “passaram a se encontrar todos os finais de semana”.
A faca apontada como instrumento do ataque foi apreendida e encaminhada para perícia. Testemunhas foram ouvidas, e o indiciado permaneceu preso. A autoridade policial representou pela prisão preventiva, ressaltando a gravidade dos fatos, o risco à ordem pública e o histórico de violência doméstica.