FEMINICÍDIO

Marido diz que matou Monique no Vale ao descobrir suposta traição

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Monique Helena Gabriel Teodoro tinha 36 anos
Monique Helena Gabriel Teodoro tinha 36 anos

Em depoimento à Polícia Civil, o homem indiciado pela morte de Monique Helena Gabriel Teodoro, 36 anos, disse que a esfaqueou ao descobrir uma suposta traição da mulher em videochamada. Monique levou mais de 20 facadas e morreu em um quarto de hotel de Taubaté, na tarde do último domingo (4). A irmã dela contesta a versão do indiciado.

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Ela era casada com Sthephan Johansson Marciano, de 40 anos, que foi preso e confessou o crime aos policiais: “Já era, já era… perdi, matei minha esposa”, disse ele ao ser detido.

Moradora de Guaratinguetá, Monique já tinha passado por episódios de violência com o marido, com quem não tinha mais um relacionamento amoroso, segundo familiares. “Ela é minha irmã e não tinha nada com esse monstro, e muito menos 5 anos juntos”, disse Daiane Alves em comentário nas redes sociais.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 17h50 após uma funcionária de hotel localizado na avenida Brigadeiro de Faria Lima, em Taubaté, relatar gritos de socorro vindos de um dos quartos. No local, os policiais foram recebidos pelo homem, que teria admitido o crime durante a abordagem.

No interior do quarto, Monique foi encontrada caída no chão, com múltiplos ferimentos provocados por faca. Ela chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu. De acordo com a equipe médica, a mulher foi atingida por cerca de 20 golpes.

Após ser preso e levado para a delegacia, Sthephan disse à Polícia Civil não possuir advogado e confessou ter matado Monique, com quem vivia há cinco anos e tem uma filha. Ele alegou que ficou “tomado por raiva diante de uma traição dela”.

Segundo o relato de Sthephan, ele teria recebido Monique vindo de Guaratinguetá, ainda por volta das 13h, próximo da Rodoviária Nova de Taubaté, e que ambos foram para o hotel onde ficaram juntos.

Em determinado momento, o telefone da vitima teria tocado em chamada de vídeo e que então o indiciado atendeu e tampou a câmera, podendo “ver que era o mesmo homem ‘talarico’ que teria saído com sua companheira em outra ocasião”.

Ainda segundo o depoimento, ele discutiu com Monique e saiu até as redondezas do local e “pegou a faca do crime com um nóia”, voltando para tirar satisfação com a vítima. Sthephan afirmou que “perdeu a cabeça e deu várias facadas na vítima”.

Ele admitiu que, da primeira vez que “pegou a traição” no final de outubro de 2025, teria dado facadas na vítima, ainda na cidade de Guaratinguetá, e conseguiu fugir. Ele recebeu uma intimação de medida protetiva e sabia que não poderia chegar perto dela, mas que teria “perdoado a traição” e que “passaram a se encontrar todos os finais de semana”.

A faca apontada como instrumento do ataque foi apreendida e encaminhada para perícia. Testemunhas foram ouvidas, e o indiciado permaneceu preso. A autoridade policial representou pela prisão preventiva, ressaltando a gravidade dos fatos, o risco à ordem pública e o histórico de violência doméstica.

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