O programa SuperAção chega nesta terça-feira (30) a Cabreúva, com o objetivo de ajudar famílias em situação de vulnerabilidade a superar a pobreza de forma efetiva. Três agentes começam a atuar gradativamente no município, acompanhando 174 famílias cadastradas no CadÚnico. O trabalho será baseado na busca ativa, com visitas domiciliares que trarão planos personalizados de desenvolvimento familiar, incluindo acesso a auxílios financeiros, capacitação profissional e políticas de saúde, educação e habitação.
Sob a liderança da secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, a agenda da equipe técnica contará com reuniões com representantes do município para a apresentação do SuperAção, iniciativa que vai além da transferência de renda, promovendo inclusão produtiva e autonomia.
“O SuperAção SP é a união de esforços para romper o ciclo da pobreza, combinando a estratégia do Estado, a parceria e a força dos municípios e a dedicação das equipes em campo”, afirmou a secretária.
Nesta semana, os primeiros agentes do SuperAção SP vão estar em oito municípios paulistas, marcando o início da fase operacional do programa do Estado de São Paulo voltado à transformação de vidas e combate à pobreza.
Os profissionais serão responsáveis pelo atendimento das famílias em Barueri, Cabreúva, Campinas, Embu das Artes, Itaquaquecetuba, Paulínia, São Roque e São Vicente. Eles irão elaborar planos de desenvolvimento individualizados em conjunto com as famílias, além de conectá-las aos serviços e oportunidades de emprego e renda, apoiando-as no caminho rumo à autonomia.
O trabalho é calcado na busca ativa das famílias em situação de vulnerabilidade social já inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Os agentes irão bater à porta dessas famílias, que não precisarão se deslocar até uma unidade de assistência social para serem atendidas. Cada profissional acompanhará até 20 famílias por mês, realizando visitas semanais, quinzenais ou mensais, de acordo com a necessidade de cada caso.
O ponto central desse processo é o Plano de Desenvolvimento Familiar (PDF), um documento construído junto com a família, que traça metas, objetivos e ações para cada integrante, com foco na inclusão produtiva, fortalecimento dos vínculos comunitários e acesso a direitos básicos.
Para a secretária Andrezza Rosalém, o instrumento é decisivo: “O PDF ajudará a identificar as barreiras que a família enfrenta para a inclusão produtiva, detalhando a jornada que cada membro deve seguir para se inserir ou melhorar sua posição no mundo do trabalho”.
Ainda na visão da secretária, o olhar próximo e individualizado dos agentes permitirá que cada família receba atenção personalizada, ajudando a romper o ciclo da pobreza em São Paulo. “O trabalho dos agentes é criar vínculos, conectar as famílias às políticas de governo e apoiá-las na construção de um caminho sólido para a autonomia”, reforça.
Todos os agentes passaram pela formação promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV Projetos) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Durante duas semanas intensivas, eles foram preparados para atuar diretamente nos territórios, onde vão acompanhar as famílias. O treinamento de 80 horas reuniu aulas teóricas e práticas sobre construção de vínculos de confiança, uso de tecnologias digitais para monitoramento e elaboração dos planos familiares.
Famílias atendidas
O SuperAção SP está baseado em duas trilhas de atendimento. A primeira, de Proteção Social, é voltada a famílias com maiores dificuldades de inclusão produtiva, como dependência de cuidados, idade avançada ou situação de rua. Já a trilha de Superação da Pobreza atende famílias com perfil ativo para a inserção ao mundo do trabalho.
A diferença entre as duas modalidades também aparece na forma de acompanhamento: enquanto na Proteção Social o atendimento especializado é feito pelas equipes técnicas dos municípios, na trilha de Superação da Pobreza o foco está nas visitas domiciliares e no acompanhamento individualizado e personalizado realizado pelos agentes.
As famílias serão acompanhadas por equipes sociais durante dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. Cada núcleo familiar terá um plano personalizado, que envolve auxílios financeiros, bonificações por metas cumpridas e acesso facilitado a políticas públicas nas áreas de saúde, educação, habitação, assistência social e geração de renda. Os incentivos variam conforme o perfil e o módulo em que a família estiver inserida (Proteger, Desenvolver ou Incluir) e podem ultrapassar R$ 10 mil ao longo de todas as etapas do programa.
O público-alvo são famílias em situação de vulnerabilidade social que atendam aos seguintes critérios:
- Estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico);
- Estar com o CadÚnico atualizado nos últimos 24 meses;
- Ter renda familiar per capita, excluindo rendimentos de auxílios sociais, abaixo de meio salário-mínimo nacional (R$ 759, considerando o valor vigente de R$ 1.518 em 2025).
Os municípios que aderiram ao programa publicaram um decreto no qual se comprometeram a fortalecer sua rede socioassistencial, conectando as famílias participantes às políticas públicas e aos serviços disponibilizados, entre outras medidas previstas pelo programa.