ETAPAS

Julgamento de Bolsonaro repercute entre políticos municipais

Por Felipe Torezim |
| Tempo de leitura: 3 min
Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Julgamento tem três datas previstas para a próxima semana, a partir de terça-feira (9)
Julgamento tem três datas previstas para a próxima semana, a partir de terça-feira (9)

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) será retomado na próxima terça-feira, 9 de setembro, após duas sessões iniciais marcadas por manifestações da acusação, com a leitura do relatório do processo, e da defesa, com as sustentações. O processo é um marco na história do país, já que o ex-presidente e outros investigados são acusados de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O caso tem repercussão mundial e chegou aos atores políticos locais.

A vereadora Mariana Janeiro (PT) avalia que o processo é importantíssimo para restabelecer a ordem e o senso de justiça no Brasil, sobretudo diante das graves acusações que pesam sobre Jair Bolsonaro, sua família e seus aliados. “Consigo elencar as acusações: tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, incitação à violência e participação nos ataques de 8 de janeiro de 2023, desinformação e ataque ao sistema eleitoral e, por fim, o plano ‘Punhal Verde e Amarelo’, que, para mim, pessoalmente, é o mais flagrante, pois tratava-se de um plano para assassinar o presidente Lula, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro do STF Alexandre de Moraes”, afirma.

Para Mariana, esse momento é um divisor de águas no enfrentamento da impunidade política no Brasil. “É evidente que eu espero um veredicto condenatório, que responsabilize o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos atos gravíssimos que afrontaram as bases da democracia brasileira. Espero que o STF reconheça a culpabilidade de Bolsonaro e aplique sobre ele todas as penas cabíveis, tanto como uma forma de defender a Constituição quanto para consolidar nossa democracia e impedir que tais práticas se repitam”, completa.

Rodrigo Albino (PL) afirma que tudo isso é uma perda de tempo e um processo baseado em narrativas da oposição. “O processo nem deveria existir, uma vez que não há crime, não há golpe. Há apenas uma minuta que o Bolsonaro nem participou da elaboração”, comenta. “Isso coloca em xeque a nossa democracia, e o desfecho não deve ser nada positivo. Para quem é de direita e conservador, basta continuar lutando pela democracia e contra a ditadura instalada em nosso país”, ressalta o vereador, que liderou manifestações contra Lula e Alexandre de Moraes, em Jundiaí.

Já a vereadora Carla Basílio (PSD) espera que o Estado Democrático de Direito prevaleça e que a Constituição seja respeitada. “Como vereadora eleita democraticamente, torço para que tudo seja conduzido com justiça. Que os culpados sejam responsabilizados conforme a lei e que os réus julgados pelo STF respondam pelos crimes cometidos, independentemente de posição ideológica”, diz.

Jair Bolsonaro está sendo julgado no STF por suspeita de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele articulou com aliados civis e militares um plano para impedir a posse de Lula. Provas incluem reuniões, mensagens, documentos e delações premiadas. O objetivo seria manter Bolsonaro no poder à força. O julgamento pode levar à sua condenação criminal e inelegibilidade definitiva.

Comentários

Comentários