CAMPINAS E REGIÃO

Líder de baderneiros, com 500 mil seguidores, é preso pela DIG

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 1 min
DIVULGAÇÃO: POLÍCIA CIVIL
Ele faz manobras perigosas nas vias e ganha dinheiro com as postagens
Ele faz manobras perigosas nas vias e ganha dinheiro com as postagens

Um homem suspeito de liderar uma organização criminosa formada por motociclistas baderneiros, que realizam manobras perigosas a bordo de suas motos em rodovias de Campinas - possivelmente com extensão para o regiões próximas, como Jundiaí -, foi preso por adulteração de sinal identificador automotor, por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Campinas. Ele também foi indiciado por associação criminosa, direção perigosa e incitação ao crime. As manobras dele e de comparsas eram filmadas e colocadas em uma rede social administrada por ele, com mais de 500 mil seguidores, e através da qual era monetizado.

De acordo com o delegado Marcelo Fehr, responsável pelo caso, "as investigações começaram há alguns meses, após a DIG receber comunicação da Polícia Militar Rodoviária, sobre as barbaridades perpetradas pelo bando", comentou. "Parte das manobras realizadas, filmadas e postadas eram nas rodovias que cortam toda a região, a Bandeirante e Anhanguera".

Durante as investigações, um homem foi identificado como líder e, na Justiça, Fehr solicitou mandado de busca e apreensão contra ele. O mandado foi cumprido nesta semana, quando os agentes encontraram a moto usada nas manobras, que eram postadas na rede social. A placa do veículo estava adulterada e o QR Code não estava cadastrado no Departamento de Trânsito (Detran). Ele foi preso em flagrante.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA 
A prisão pelo crime de adulteração de sinal identificador automotor aconteceu durante o cumprimento do mandado de prisão, da investigação sobre organização criminosa, direção perigosa e incitação ao crime. Por esta razão, além do flagrante, ele também foi indiciado por estes outros crimes - com base justamente nas imagens que eram postadas e em outras provas já coletadas pela DIG.

Antes dele, meses atrás, outros suspeitos identificados como comparsas já haviam sido indiciados e respondem em liberdade.

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