IMPLANTAÇÃO

Em teste, faixa preferencial cumpre papel em partes

Por Nathália Sousa |
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Nathália Sousa
Entre os sinais verdes dos semáforos, carros usam a faixa, que deveria agilizar transporte coletivo
Entre os sinais verdes dos semáforos, carros usam a faixa, que deveria agilizar transporte coletivo

Há pouco mais de duas semanas da implantação da faixa preferencial dos ônibus na rua Rangel Pestana, e sua continuação, rua Vigário JJ Rodrigues, além de um trecho menor na rua Dr. Torres Neves. Alguma adaptação já é vista, mas muitos motoristas não evitam a faixa. Isso acontece sobretudo em horário de pico, quando o volume do trânsito é maior, mas é justamente nestes horários que a faixa "funciona".

A faixa, que tem 1,5 km, visa agilizar o transporte público, tornando as viagens mais rápidas, pois os ônibus não ficam travados pelos automóveis. Tanto que a operação da faixa é prevista de segunda a sexta, das 6h às 8h30, e das 16h30 às 19h. Como a faixa é preferencial, não é vetada a circulação de carros de passeio, o que vale é o bom senso.

USUÁRIOS

Para os usuários do transporte público, há quem ache que a medida melhorou o fluxo, agilizando viagens, mas também há quem não veja mudança na prática. Trabalhando no Centro, Gabrielly Caroline diz não usar ônibus coletivos diariamente, mas não notou diferença. "Eu pego pouco ônibus, mas, pelo que vejo, não tem muita diferença. Neste horário de pico, tem mais trânsito e pouca opção."

Já Edna Oliveira da Silva acredita que haja maior fluidez. "Deve ter melhorado, porque antes os ônibus eram mais desrespeitados, os carros não respeitavam. Acho importante ter isso. Os carros vão embora logo e antes era difícil. Assim, veem a faixa e não invadem. O espaço também é pouco para pontos de ônibus", ressalta.

Usuária esporádica do transporte público de Jundiaí, Márcia Martins diz que nos horários de pico um grande problema é a lotação dos ônibus. "Não uso diariamente, só ando de ônibus de vez em quando. Estou vendo agora essa faixa, quando eu vinha antes para o Centro, não tinha. Na minha opinião, acho que não agiliza nada. Acho que deveria ter mais ônibus, deveriam colocar mais em horário de pico, porque é muito cheio."

Aguardando o coletivo na rua Torres Neves, após extinção do ponto em frente ao Bom Prato, Benedita, que preferiu não informar sobrenome, não vê diferença na mudança de local do ponto. "A linha que eu pego era lá em cima, mas, para mim, é normal, não tem muita diferença. Acho que com a faixa anda mais rápido, mas não fica muito nesse trajeto, é um trecho curto. Mas acho que chega mais rápido no terminal. Quando tem trânsito, é melhor", fala.

MOBILIDADE

Além da faixa preferencial, a velocidade máxima permitida na via, que antes era de 50km/h, passa a ser de 40km/h.

Outra mudança é em relação aos pontos de ônibus da Rua Rangel Pestana. O ponto próximo ao restaurante Bom Prato foi desativado e a linha 953 (Terminal Colônia) foi realocada para o ponto localizado na saída do Jardim do Museu Solar do Barão, na própria Rangel Pestana, 95. As outras linhas, como 512 (Vila Aparecida), 715 (Jardim São Camilo) e 917 (Terminal Vila Hortolândia via Ponte São João) foram transferidas para a rua Dr. Torres Neves, 460, (ao lado do estacionamento).

Nos horários de pico, justamente quando há
Nos horários de pico, justamente quando há "funcionamento" da faixa, o trecho é usado por carros

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